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Laboratório 5: Práticas Culturais, Sócio-Economia e Educação
 
LABORATÓRIO 5

Ciência e cultura na reinvenção educomunicativa

Coordenação: Michèle Sato
 
 
 
O projeto Cultura e Avaliação Ecossistêmica do Milênio (5.2) está finalizado com algumas publicações em andamento. O projeto 5.1 tem novos objetivos no enfoque da Justiça Climática e Educação Ambiental. O projeto tem parceria com o projeto ClimBAP coordenado pelo pesquisador Pierre Girard e uma parceria com o projeto Pegada Ecológica do WWF  Brasil (Fundo Mundial para a Natureza).

Nosso objetivo é compreender de forma fenomenológica como a Justiça Climática é percebida pelos povos pantaneiros, e para além do atual debate sobre as mudanças climáticas, focar nosso debate na insustentabilidade do modelo econômico adotada e como este tem gerado desigualdades. O drástico efeitos das mudanças climáticas atingem em diferentes proporções, escalas e magnitudes, afetando principalmente as populações pobres. Procuramos interpretar os conflitos socioambientais e os desastres naturais relacionados às mudanças climáticas, identificando os grupos sociais que são mais afetados por essas consequências, estudando suas táticas de lutas, seus mecanismos de resistência e como eles esperar der protagonistas de um futuro mais feliz.

 

METODOLOGIA

 

Essencialmente fenomenológica, na compreensão das narrativas, símbolos, metáforas e percepções dos moradores de Joselândia;

Com inscrição etnográfica, pelos estudos culturais que se apresentam nos interesses dos pesquisadores;

É uma abordagem sociopoética, da formação de um grupo pesquisador que utiliza o corpo inteiro na construção de conceitos e afetos (con-fetos);

Traz a inovação do mapeamento social, em identificar os grupos sociais vulneráveis e suas construções identitárias;

Inscreve-se também na cartografia rizomática de Deleuze e da cartografia do imaginário de Bachelard;

É biorregional por considerar especificamente uma região que mantém a história intrinsecamente relacionada com a ecologia local;

E finalmente é participativa, na medida que a observação não é mais estranha, nem distante, mas agrega a intervenção e a pesquisa-ação como táticas metodológicas de um grupo pesquisador.

O roteiro de pesquisa é basicamente por meio de entrevistas, observação, fórum de diálogos e bibliográfica. Cada subprojeto tem seus próprios meios de registros, meios de entrevista e sujeitos pesquisados. Contudo, não é uma metodologia fechada, senão um procedimento aberto às descobertas, construções dinâmicas e travessias processuais em pleno movimento.

No campo das chamadas ciências humanas e sociais, a metodologia não é meramente uma prática reprodutora de técnicas replicáveis, senão um conjunto de signos, descobertas e tentativas em pleno movimento de construção investigativa. Ela não é segregada do campo teórico, mas coaduna epistemologicamente em sua práxis, buscando eliminar o falso abismo entre prática e teoria. A metodologia, assim, caracteriza-se como uma importante travessia de mundos, com o olhar atento para sentir as expressões além das palavras ou textos; na escuta sensível de gestos, sorrisos ou silêncios que o inefável também se expressa; e na intuição da caminhada que não segue uma linha reta, mas que descobre atalhos, acelera ou retarda, conforme os passos do pesquisador.

 

Acreditamos que a educação e a comunicação exerçam muito poder à construção de políticas públicas, não apenas na formação dos sujeitos, mas também na formação de opinião em época eleitoral. Os processos formativos e comunicacionais do Lab 5 estão conectados aos estudos dos grupos sociais invisibilizados que devem ser incluídos na história. Por meio de uma lupa de aumento, estamos também dando visibilidade aos principais problemas socioambientais do Pantanal, gerando táticas de enfrentamento e resolução de problemas. Conseguimos dar atenção aos trabalhos locais, valorizando o artesanato, a construção de canoas, aos serviços de agricultura, pesca e gado, potencializando meios de empoderamento econômico solidário e popular. Mapeamos os tipos de serviços ecossistêmicos e valorizamos os saberes biorregionais (popular) conjugados com os universais (científicos). Sublinhamos a importância da cultura como condição sine qua non da formulação de políticas públicas e na conservação das tradições como as festas, músicas e mitos. A conservação do Pantanal está diretamente relacionada com a preservação também de sua gente.

 

 

Líder do Laboratório
Dr. Michèle Sato - UFMT, UFScar (Tel.: +55 65 3627 6553) (Email: michelesato@gmail.com) (visualizar currículo)

Projetos
Instituições Parceiras
RPPN SESC Pantanal
Universidade Federal de Mato Grosso
Universidade Federal de São Carlos
World Wild Fund for Nature

 
 
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