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Os pesquisadores dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia - INCTs, além de outros INCTs deverão ter participação preferencial no programa Ciência Sem Fronteiras - que destina bolsas para alunos de graduação e pós-gradução estudarem no exterior. Os INCTs receberão bolsas, que vão permitir que seus integrantes desenvolvam parte de suas pesquisas em instituições estrangeiras de renome.

O Programa abre grandes possibilidades especialmente em regiões onde a destinação de recursos para pesquisa científica ainda é pequena. "É uma grande oportunidade de ampliar a qualificação dos nossos cientistas e também de permitir o desenvolvimento de projetos inovadores, que coloquem o Brasil entre os líderes da pesquisa científica mundial", afirma Paulo Teixeira de Sousa Jr., vice-coordenador do INCT Áreas Úmidas, que tem sede em Cuiabá (MT), e é mais conhecido como INAU.

Segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Brasil é o 13º país em produção científica, mas apenas o 47º em Inovação. O programa pretende melhorar essa colocação. O INAU deve receber bolsas, o que vai representar um avanço significativo no panorama científico da região. Isso porque o Centro-Oeste tem apenas 3 INCTs. Além do INAU, que fica em Mato Grosso, o Distrito Federal é sede dos INCTs em Estudos Tectônicos e Nanobiotecnologia. "A criação do INCT permite o aporte de mais recursos e impulsiona as pesquisas. Esperamos criar um círculo que estimule cada vez mais a ciência na região", explica o pesquisador.

Hoje, o INAU reúne cientistas de diversos estados brasileiros e também de outros países. A principal missão do Instituto é fazer um mapeamento das áreas úmidas brasileiras. A estrutura de pesquisa em rede permite que vários laboratórios realizem estudos simultâneos em torno do tema. "Como é um trabalho muito complexo, a troca de experiências contribui para avançarmos mais rapidamente. Além disso, a abordagem é multidisciplinar, o que permite um retrato mais completo. Pesquisamos desde as características físico-químicas dos solos, a passando por questões ligadas à fauna e à flora, até grandes questões sociais’, conta Paulo Teixeira de Sousa Jr.

Outra vantagem que o Ciência Sem Fronteiras está trazendo para a comunidade científica é a atração de pesquisadores do exterior e o estabelecimento de parcerias. Entre os instrumentos que serão disponibilizados aos pesquisadores cabe estão bolsas de Pós-Doutorado no Exterior - PDE, Estágio Senior - ESN, bolsas de Atração de Jovens Talentos - BJT e Pesquisador Visitante Especial - PVE, além da modalidade Treinamento no Exterior - SPE.


    publicada em: 24/09/2011 às 16:46, na categoria: INAU
    Autor/Fonte: Eveline Teixeira - Site INAU
    Tags: Ciência Sem Fronteiras, INAU

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