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 O INCT ÁREAS ÚMIDAS (INAU) comunica com pesar o falecimento do pesquisador André Luiz Manfrinate e Silva, ocorrido hoje, na cidade do Porto, Portugal. 

André Manfrinate integrava o Laboratório 5 do INAU, coordenado pela Profa. Dra. Michèle Sato/UFMT.  O dia, horário e local do sepultamento serão divulgados assim que disponíveis.

    publicada em: 13/01/2015 às 16:50, na categoria: Público

    Com o tema “Água no Brasil: excesso, escassez e problemas crescentes” os pesquisadores Dr. W. Junk (INAU), Dra. Maria Teresa Piedade (INPA) e o Dr. Ennio Candoti (Museu da Amazônia) dissertaram sobre a importância da preservação das áreas úmidas, e como esses ecossistemas são importantes para a manutenção do ciclo hidrológico, evitando enchentes e secas catastróficas e garantindo o suprimento de água para as populações. Com o conhecimento científico acumulado e as tecnologias existentes não é mais aceitável culpar a natureza pelas catástrofes anunciadas, como é o caso da enchente secular em Rondônia e a escassez de água que atingiu o sistema da Cantareira em São Paulo. É necessário que o Brasil atualize sua legislação sobre o manejo dos seus recursos hídricos, incluindo no texto legal as áreas úmidas como parte importantíssima do ciclo hidrológico. Para saber mais sobre o temaclique aqui.

     


      publicada em: 10/07/2014 às 17:35, na categoria: Público

       “No nascimento há morte: a feitura da canoa pantaneira” é o nome da nova exposição de fotografias do Sesc Arsenal, com obras do fotógrafo João Quadros, estudante secundarista que foi um dos pesquisadores mirins do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (Gepea) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). As fotos foram tiradas por João no ano de 2011, no distrito de Joselândia, município de Barão de Melgaço.
      João conta que teve envolvimento com o grupo de pesquisa desde muito cedo, porque os professores já eram amigos de sua mãe, e em 2010 ele recebeu o convite da professora Michele Sato, do Instituto de Educação (IE), para integrar o grupo como pesquisador mirim e realizar uma pesquisa fotográfica sobre as águas na perspectiva da Educação Ambiental. 
      A professora Michele relata que este envolvimento desde cedo com a formação cientifica é de extrema importância, uma vez que quando os pesquisadores mirins entram para a universidade, potencializam todo o conhecimento e bagagem que já adquiriram nas viagens de campo. Acrescenta que em momentos como esse o orgulho por orientar estes pesquisadores mirins só aumenta. Imara Quadros, doutora em Educação, orientada pela professora Michele e mãe de João, relata que uma oportunidade destas é enriquecedora para os pesquisadores mirins, assim como possibilita que a universidade leve esta formação cientifica para além de seus muros. 
      Interesse precoce
      O interesse de João pela fotografia começou aos 10 anos, quando se inspirou nos trabalhos de fotógrafos como Mário Friedlander e José Medeiros. Ele relata que acabou se encantando pela fotografia “pelo fato de você conseguir, de alguma maneira, parar no tempo, um certo momento que você acha bonito”. Aos 17 anos, já possui trabalhos ligados à natureza, cultura popular, fotografia documental, jornalística e publicitária. 
      A exposição retrata o processo de produção da canoa, a partir do tronco da árvore Cambará. As imagens podem ser encontradas no hall de entrada e nas varandas do Sesc. “A ideia é aproximar o visitante de tentar encontrar esse quebra-cabeça que é o processo de montagem da canoa”, explica Jan Moura, coordenador de cultura do Sesc, ao relatar que as fotografias estão expostas desta maneira para interagirem mais com o público. 
      Além da exposição, o grupo voltou recentemente a Joselândia para produzir um documentário sobre a feitura da canoa, e esperam que um livro sobre isso possa sair, assim como têm a intenção de transformar a canoa em um patrimônio imaterial. João conta que eles pretendem voltar à comunidade para fazer uma exposição fixa com as fotografias, como uma forma de retribuição. “A comunidade nos deu esse ensinamento”, acrescenta. 
      A exposição, que já foi realizada anteriormente no Sesc, começou nesta quinta-feira (29) e irá até o dia 13 de julho. De terça a sexta-feira, ela poderá ser vista das 08h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 16h às 20h. 


        publicada em: 02/06/2014 às 09:46, na categoria: Público

        O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPQ e o Centro de Pesquisa do Pantanal – CPP firmaram no dia 28 de março de 2014 o Primeiro Termo aditivo relacionado ao CONVÊNIO 704792/2009.

        Desde 2009 o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU ou INCT Áreas Úmidas), composto por pesquisadores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e de outras regiões do Brasil e do exterior, vem realizando o levantamento e desenvolvendo um sistema para a classificação de áreas úmidas, visando contribuir para a elaboração de políticas públicas para a conservação e o manejo sustentável destes importantes biomas. O Presente Termo aditivo permitirá que esta equipe mustidisciplinar tenha o aporte necessário para produzir conhecimentos cientificamente embasados que contribuam para a tomada de decisão visando o uso sustentável das AUs.

         

        Para baixar o Primeiro Termo Aditivo clique aqui.


          publicada em: 20/05/2014 às 17:32, na categoria: Público

           

          A Área de Farmacologia, do Departamento de Ciências Básicas em Saúde, da Faculdade de Medicina da UFMT, dispõe de uma vaga para estágio de pós-doutorado cedida pelo INAU.

           

          Modalidade: Bolsa Pós-Doutorado Junior (PDJ)

           

          Agência: CNPq

           

          Valor: R$ 4.100,00

           

          Requisitos:

          1. Possuir título de doutor há menos de 7 anos quando da implementação da Bolsa ;

           

          2. Dedicação integral às atividades programadas;

           

          3.  Não possuir vínculo empregatício/funcional quando da implementação da Bolsa;

           

          4.  Preenchimento de Formulário de Propostas Online e Currículo atualizado na Plataforma Lattes.

           

           Projeto a ser desenvolvido: Farmacologia de Plantas Medicinais,  com ênfase em ensaios anti-inflamatórios e/ou anti-úlcera, exigindo conhecimento de biologia molecular e cultura de células

           

           Inscrição: 31.01.14 a 28.02.2014

           

           

          Implementação: março de 2014 a março de 2015

           

           

          Contatos:

          e-mails: taba@terra.com.br  (Domingos Tabajara) ou isabieski20@gmail.com   (Isanete Bieski)

           

          Fones: (65) 8101-0893 (Tim) , 8118-1128 ou 3615-8862


            publicada em: 31/01/2014 às 09:05, na categoria: Público

             Na palestra “Identificação e Classificação de Áreas Úmidas Brasileiras: Bases Científicas para uma Política Nacional” , realizada no dia 09 de dezembro de 2013, o cientista renomado Wolfgang J. Junk falou sobre a importância da definição, classificação e proteção das AUs Brasileiras.

             
            O Dr. Junk destacou que grande parte das AUs brasileiras secam completamente durante a época de seca (águas baixas) e são inundadas durante a época chuvosa (cheias). Esta peculiaridade tem que ser levado em consideração na definição e no delineamento das AUs brasileiras, para não perder os múltiplas benefícios, que eles trazem para o meio ambiente e a sociedade.
             
            Segundo ele, as maiores ameaças, porém são: falta de uma legislação específica, baseada no conhecimento científico, que regule sua proteção; falta de uma estrutura hierárquica clara e coerente dos diferentes órgãos executores para a sua implementação e gestão voltada à sustentabilidade; falta de preparo científico e motivação por parte dos tomadores de decisão em reconhecer os diferentes tipos de AUs brasileiras; falta de interlocução destes tomadores de decisão com a comunidade científica.
             
            A palestra contou com a presença do setor governamental, academia (entre eles estudantes e professores), ONGs.
             
             
             
             
             

             


              publicada em: 16/12/2013 às 09:19, na categoria: Público

               

              Modalidade: Bolsa Pós-Doutorado Junior (PDJ)

               
              Agência: CNPq
               
              Valor: R$ 4.100,00
               
              Requisitos:
              1. Possuir título de doutor há menos de 7 anos quando da implementação da Bolsa ;
               
              2. Dedicação integral às atividades programadas;
               
              3.  Não possuir vínculo empregatício/funcional quando da implementação da Bolsa;
               
              4.  Preenchimento de Formulário de Propostas Online e Currículo atualizado na Plataforma Lattes.
               
               Projeto a ser desenvolvido: Farmacologia de Plantas Medicinais,  com ênfase em ensaios anti-inflamatórios e/ou anti-úlcera, exigindo conhecimento de biologia molecular e cultura de células
               
               Inscrição: 21.11.13 a 23.12.2013
               
               
              Implementação: janeiro de 2014 a dezembro de 2014
               
              Contatos:
              e-mails: taba@terra.com.br  (Domingos Tabajara) ou isabieski20@gmail.com   (Isanete Bieski)
               
              Fones: (65) 8101-0893 (Tim) , 8118-1128 ou 3615-8862

                publicada em: 10/12/2013 às 19:04, na categoria: Público
                 
                Um grupo de especialistas denominado “Grupo de Peritos em Áreas Úmidas (AUs) Brasileiras” redigiu um documento para ser encaminhado para autoridades e divulgação para toda sociedade apontando sobre a necessidade urgente da definição, classificação e proteção das AUs Brasileiras. O documento mostra que essa é a única maneira de evitar catástrofes ambientais e há necessidade da conscientização da sociedade e governantes sobre essa discussão, pois as AUs são consideradas, para uma parte da população, sem valor econômico e que esses locais devem ser utilizados para a agropecuária, obras civis, privadas, dentre outras. O documento aponta também que é fundamental as discussões na revisão do Código Florestal Brasileiro (CFB).
                 
                O documento “Definição e Classificação das Áreas Úmidas (AUs) Brasileiras: Base Científica para uma Nova Política de Proteção e Manejo Sustentável” está disponível na versão completa e na versão resumida.

                 


                  publicada em: 21/03/2013 às 11:34, na categoria: Público
                  Autor/Fonte: Grupo de Peritos em Áreas Úmidas (AUs) Brasileiras
                  Tags: classificação de áreas úmidas

                   

                  Comentários sobre a proposta do Projeto de Lei do Senado no 750 de 2011 (INCT Áreas Úmidas).

                  Resumo:

                  A proposta de “Lei do Pantanal” apresenta de uma série de formulações imprecisas, já começando com a definição do bioma Pantanal, que deixa margem para interpretações divergentes e potencialmente danosas para o

                  manejo sustentável e a proteção deste bioma.

                  A definição das “Áreas de Preservação Permanente” se refere ao nível mais baixo dos rios durante a estação seca. Considerando as flutuações grandes de nível d’água e o fato de que muitos corpos d’água diminuem dramaticamente o seu tamanho, ou secam completamente durante a estação seca, esta definição é danosa para os habitats permanentemente aquáticos do Pantanal.

                  Pormenores:

                  Secção 1

                  Das definições

                  Artigo 1:

                  O “Bioma Pantanal” tem que ser melhor definido:

                  O bioma Pantanal inclui a Bacia Hidrográfica do Alto Rio Paraguai (BAP) com 3 diferentes regiões, que são manejados de formas bem diferentes, de acordo com as suas peculiaridades sob os pontos de vista edáfico e hidrológico: (1) o Planalto, com as grandes agroindústrias, (2) a Baixada Cuiabana com pequenos produtores (áreas de cerrado seco), e (3) a Planície Inundável, uma área úmida, sujeita a períodos de cheias e secas, aproveitada pela pecuária extensiva, a pesca, e o ecotourismo.

                  O manejo no Planalto e na Baixada Cuiabana, afeta a planície inundável pela quantidade e qualidade da água, dos sedimentos, e dos poluentes transportados pelos tributários para a planície.

                  Freqüentemente não fica claro, para quais áreas os artigos e os parágrafos e os incisos se referem.

                  Seria mais adequado incluir neste conceito artificial as três regiões geomorfológicas como sistemas interdependentes e dizer claramente para quais regiões os incisos e parágrafos se referem.

                  No Artigo 2, a maioria dos incisos refere-se à planície inundável porém o inciso V trata das veredas nas cabeceiras, assim como o XIX fala em brejos na área do planalto.

                  No inciso XXVII, a Bacia do Alto Rio Paraguai (BAP) é citada Todos parágrafos e incisos deveriam dizer claramente, para quais áreas eles se referem.

                  No inciso II é definida a planície alagável do Pantanal, de maneira vaga. Seria importante definir os limites (área da planície inundável).

                  Nos incisos XXIV e XXV fala-se em “bens ambientais”, sem conceituá-los. Seria mais adequado introduzir o conceito de Serviços Ambientais, que é aceito internacionalmente.

                  Na Secção 2, Artigo 3:

                  A maioria dos incisos pode ser aplicada para a BAP ou para a planície inundável, o inciso VII se refere especificamente à bacia hidrográfica, e o inciso XI só à planície inundável.

                  Na secção 3, Diretrizes para a política de gestão e proteção do Bioma Pantanal

                  Artigo 4 inciso VI: A ordenação da ocupação territorial da bacia do rio Paraguai com ênfase na sua planície alagável, na forma da lei.

                  Só o inciso X se refere diretamente ao ambiente pantaneiro. No entanto, esta ação deveria ser considerada para toda a BAP ( planalto, depressão e planície)

                  Os outros incisos não especificam.

                  Na secção 4, Das atribuições:

                  Artigo 5:

                  Os incisos I, II, IV e XI referem-se à bacia do Rio Paraguai.

                  Os incisos VII, VIII, e X ao Pantanal.

                  Os outros incisos não especificam.

                  O inciso VI refere-se ao manejo sustentável dos recursos pesqueiros e da fauna, excluindo a flora. Substituir, portanto, “manejo sustentável dos recursos pesqueiros e da fauna” por “manejo sustentável dos recursos pesqueiros, da fauna e da flora”.

                  Retirar o inciso XI, pois essa questão já é tratada pela LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010, que também estipula prazos.. Substituir esse inciso XI por “Estimular estudos de bioprospecção visando agregar valor a elementos da flora/microflora e da fauna/microfauna, como estratégia de conservação e de melhoria das condições de vida da população local.

                  Artigo 6:

                  O inciso I menciona a manutenção e a conservação de áreas naturais, mediante a criação de unidades de conservação da natureza na bacia do rio Paraguai, entretanto, a lei não define o que se entende por áreas naturais e nem define o que são unidades de conservação no contexto do Pantanal.

                  Os inciso II, III, tratam de monitoramentos, da realização de diagnóstico e monitoramento de impactos ambientais, da proposição de programas que visam diminuir os impactos, considerando apenas a planície alagável e não os planaltos no entorno.

                  O inciso V trata exclusivamente da planície alágavel, O inciso VII que trata de atividades poluidoras ou degradadoras considera apenas a planície alagável, quando deveria incluir toda BAP. Os outros não são especificados.

                  Capitulo II: Das áreas protegidas, Secção I: Das Áreas de Preservação Permanente

                  Artigo 7 se refere à “planície alagável da bacia do rio Paraguai”. O mesmo termo é usado em outros artigos mais adiante. Outros artigos, e.g. 8-10, se referem a “Planície alagável do Pantanal.”

                  O que isso quer dizer? Qual e a diferença entre “Planície Alagável da Bacia do Rio Paraguai” e “Planície Alagável do Pantanal”? Falta uma definição! Será que “Planície Alagável da Bacia do Rio Paraguai” inclui todas as áreas alagáveis do BAP, ou somente o Pantanal? Se for a mesma coisa, usar só Planície alágavel do Pantanal.

                  Inciso IV f, os §§ 1 e 2: Ponto de partida para áreas protegidas é o nível mais baixo durante a estação seca.

                  Esta pergunta já foi foco de debates na nova proposta para o Código Florestal.

                  Em áreas úmidas, sujeitas a fortes flutuações de nível de água, muitos lagos, lagoas e cursos de água reduzem dramaticamente o seu tamanho. Alguns secam completamente. Usar o nível mais baixo durante a seca retira a proteção de todos sistemas aquáticos e palustres. O limite tem que ser o nível mais alto durante a cheia. Somente isso garante:

                  (1) a integridade das áreas alagáveis e a prestação de seus serviços múltiplos para o meio ambiente e o homem, e protege

                  (2) o homem e seus bens de inundações catastróficas, como está ocorrendo quase cada ano em Minas Gerais e estados adjacentes, que não protegeram as suas áreas alagáveis.

                  Capitulo II: Das Áreas de Conservação Permanente

                  Qual e a diferença entre Área de Preservação Permanente (Secção I) e Área de Conservação Permanente??

                  Este conceito não está claro e não está previsto em lei no Brasil. O correto seria uma política nacional para as áreas úmidas uma vez que, estas grandes áreas úmidas como as de savana e da Amazônia não se enquadram nas características dos sistemas terrestres onde todo o código Florestal está baseado

                  Item f § 5º Não consideram áreas de brejos com superfície inferior a 1ha e que são habitats especiais .

                  O artigo 7 se refere à Planície Alagável do Rio Paraguai

                  A posição geral do INAU é a seguinte:

                  As áreas de Preservação Permanente estão definidas, mal ou bem, na lei maior: código florestal, embora nós não concordemos com a definição lá existente. Deveria ser analisada, portanto, a reformulação do Artigo 7 para

                  atender às condições específicas do Pantanal como área úmida, o que exige tratamento específico. Na versão atual da Lei do Pantanal, há uma confusão entre unidades de preservação permanente, unidades de conservação e unidades de conservação permanente.

                  Os artigos 8-10 se referem à planície alagável do Pantanal.

                  Artigo 9:

                  § 1 permite nas Áreas de Conservação Permanente uma série de atividades, especificando onde eles podem ocorrer, o que é correto.

                  §§ 2 e 3 mencionam substituição de vegetação e construção de estradas em Áreas de Conservação Permanente, porém sem especificar quais são.

                  O conceito estabelecido no capítulo I, Art. 2º e inciso XXVI – para área de conservação permanente não está de acordo com as atividades permitidas, inclusive algumas sem autorização do órgão ambiental competente. Isso não poderia ocorrer, porque libera atividades de grande porte como hidrovias e estradas de maior impacto.

                  Artigo 10 permite a realização de atividades de baixo impacto ambiental sem especificar quais são. A construção de uma pousada ou de um acampamento de pesca esportiva são de baixo impacto ambiental?

                  Capitulo III: Das restrições de uso

                  Artigo 11 se refere de novo a “Planície Alagável da Bacia do Rio Paraguai”.

                  Definição!!!

                  Capitulo IV: Do Licenciamento Ambiental na Planície Alagável do Pantanal

                  Artigo 12: Qualquer empreendimento ou atividade localizada na Planície alagável do Rio Paraguai e em faixa marginal de dez quilômetros ...

                  O que significa isso?? Dez quilômetros de que?? Ou pode instalar qualquer coisa depois dos 10 Km? Refinarias!!?? Estação de minérios !!?? carvoarias!!?? Isso deixa grandes áreas do Pantanal desprotegidas.

                  Artigo 13:

                  § 1 libera o desmatamento completo das florestas em áreas altas,que são indispensáveis para a manutenção da biodiversidade do Pantanal. Isso poderá significar grandes desmatamentos.

                  CAPÍTULO V, Art. 16:

                  A decisão de moratória da pesca parece não ter sido suportada em considerações técnico cientificas. A poluição dos rios e as barragens de hidroelétricas não foram consideradas.


                    publicada em: 15/08/2012 às 08:31, na categoria: Público
                    Hoje, 2 de fevereiro, aniversário da assinatura da Convenção de Ramsar, comemora-se o dia mundial das Áreas Úmidas (AUs). Essa convenção foi assinada em 1971, na cidade iraniana de Ramsar, às margens do mar Cáspio. Na ocasião, representantes de diversas nações concordaram em criar marcos regulatórios e políticas públicas visando a proteção das AUs, tendo em vista os importantes serviços prestados à sociedade por esses biomas de características únicas. Infelizmente, no Brasil, não há muito o que comemorar.
                     
                     A discussão sobre o novo código florestal já se arrasta por vários anos, esperando-se para breve o desfecho dos debates sobre o tema no Congresso Nacional. Entretanto, os ecossistemas de AUs, de grande magnitude e relevância, não vêm recebendo o tratamento adequado. Estima-se que as AUs Brasileiras perfaçam aproximadamente 20% do território nacional.
                     
                     A destruição de AUs importantes ao longo de riachos, rios e em áreas interfluviais pode levar à perda de serviços ambientais fundamentais para a nação, sob o ponto de vista ecológico, econômico, e social, incluindo a destruição de uma numerosa e única biodiversidade.
                     
                     As AUs prestam serviços importantes para o meio ambiente e os seres humanos, tais como armazenamento e purificação de água, retenção de sedimentos, recarga do nível de água do solo, regulação do clima local e regional e a manutenção de uma grande biodiversidade.
                     
                     Na velha e na nova versão proposta para o Código Florestal (CF), as AUs não são especificamente mencionadas. Mas o CF em vigor protege faixas de floresta ao longo dos córregos e rios de acordo com a largura do rio, sendo considerado o nível mais alto, isto é, o nível alcançado por ocasião da cheia sazonal do curso d’água perene ou intermitente como definido pela resolução CONAMA de 2002. Esta formulação dá proteção à orla das AUs, assegurando sua integridade. O novo CF considera Área de Preservação Permanente (APP) desde a borda da calha do leito regular, sendo esta definida na proposta para o novo CF como: a calha por onde correm regularmente as águas do curso d’água durante o ano. Esta proposição colocaria a maioria das AUs sem proteção legal, impactando negativamente os serviços proporcionados aos seres humanos e ao meio ambiente.
                     
                     As AUs savânicas, com vegetação dominada por arbustos e herbáceas, que se estendem por milhares de quilômetros quadrados, como o Pantanal Matogrossense, o Guaporé, o Araguaia e as savanas de Roraima, não seriam protegidas com base na definição do leito regular do rio (nível normal) constante do Art 4 do novo projeto de CF (PLC 30). Em ecossistemas de pulso, a referência à largura da calha regular não aborda o mais importante dos aspectos nesses sistemas, que é a extensão e expansão lateral dessas AUs, que varia ao longo da paisagem e do ano. Por exemplo, na entrada da planície Pantaneira, a AU do Rio Cuiabá é estreita, mas dentro da planície é muito larga, apesar de o leito regular ter a mesma largura. Desta forma, é evidente que a proteção eficiente das AUs só é possível usando o nível máximo de inundação como ponto de referência.
                     
                     De acordo com artigo 225, da Constituição Federal parágrafo 4, o Pantanal Mato-Grossense é declarado Área de Patrimônio Nacional e o uso de seus recursos tem que ser regulamentado por leis que garantam a proteção do ambiente. No entanto, apesar de ser um ecossistema com condições ambientais específicas, o Pantanal está sujeito às mesmas regras e regulamentos aplicados a todas as outras regiões brasileiras. A atual lei estadual do pantanal (lei N 8.830 de 2008) tem várias carências, destacando-se o fato de considerar como referencial para definir as faixas marginais de preservação ambiental, o nível mais alto do rio, considerado durante o período sazonal da seca, isso é um contra senso! O período seco no Pantanal pode significar leitos de rios completamente secos. Isso é muito grave e o novo CF coloca ao estado esta responsabilidade que é nacional.
                     
                     O desmatamento da floresta tropical e a conversão do cerrado brasileiro em monoculturas já vêm causando impactos dramáticos sobre o ciclo hidrológico. Muitos rios e córregos que antes fluíam o ano inteiro no cinturão agro-industrial localizado na região centro-sul da floresta amazônica já estão secando durante a estação seca. Cada ano, durante o verão, (novembro – fevereiro) notícias sobre inundações catastróficas e deslizamentos de morros dominam os jornais, revistas e televisão. No ano passado, o estado de Rio de Janeiro sofreu dramáticas perdas de vidas de cerca de mil pessoas e danos econômicos severos devido a esses eventos. Este ano, o estado de Minas gerais chama a atenção por causa de grandes inundações, que mataram várias pessoas e causaram graves danos econômicos para a população atingida.
                     
                     A reação dos políticos é recorrente: lamentam as perdas e prometem programas para contornar a situação. E, no ano seguinte, a situação continua a mesma; ou os programas não foram implantados em tempo, ou foram insuficientes, ou as catástrofes atingem outras áreas que ainda não foram beneficiadas pelos projetos de saneamento. Tanto a comunidade científica quanto os governantes em Brasília e nos estados atingidos, como também a mídia estão de acordo que o uso inadequado das terras e a falta de um planejamento racional da ocupação do espaço pelo homem são as razões para estas catástrofes. Os pântanos, que absorviam e estocavam a água da chuva como se fossem “esponjas”, foram transformados em terras para plantio. As áreas alagáveis ao longo dos riachos e rios, que serviam para reter as águas e para estocá-las temporariamente diminuindo os picos de enchentes, foram soterrados, sendo usados nas cidades pela construção civil ou, pior, como depósitos de lixo. A retificação e a canalização dos riachos e rios aceleraram o transporte da água resultando em enchentes cada vez mais acentuadas, rápidas e devastadoras, como estas observadas anualmente. Enquanto os gastos para prevenção de desastres naturais não atingem a marca de R$ 1 milhão, os gastos com as ações para conter os danos causados por esses desastres suplantam a marca de R$ 6 bilhões (http://www.adjorisc.com.br/politica/governo-investiu-so-13-dos-gastos-em-prevenc-o-a-desastres-naturais-1.1014492).
                     
                     A solução definitiva para o problema deve incluir, dentre outros, planos de recuperação da vegetação natural em áreas críticas, além da preservação e restituição das AUs, para frear e mitigar os efeitos das enchentes, além da retirada da população das áreas críticas e a proibição da recolonizarão das mesmas por novos ocupantes. Essa é a única solução, principalmente, se considerarmos as previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Elas indicam para o futuro, sobre grandes áreas do Brasil, estações chuvosas e secas mais intensas, caracterizadas por eventos com intensa precipitação e ondas de calor. Além disso, para a região do cerrado uma redução da precipitação anual de até 25% é prognosticada. Por isso, a disponibilidade e a distribuição das águas serão fatores limitantes para o desenvolvimento agrícola e o bem-estar das populações rurais e urbanas. As AUs intactas irão desempenhar um papel crucial na manutenção da água na paisagem, tamponando extremos no ciclo hidrológico e fornecendo água limpa. O novo CF da forma em que está vai favorecer a destruição desses recursos vitais, que em poucas décadas serão de importância econômica inestimável para o meio ambiente, a economia e a sociedade brasileiras. Considerando o fato de que importantes AUs brasileiras são transfronteiriças, a mudança do CF pode ter impactos negativos também para paises vizinhos, com potencial para a geração de conflitos.
                     
                     Enquanto, por um lado, a sociedade convive com as conseqüências econômicas e sociais desastrosas da má ocupação do espaço nas regiões já ocupadas há séculos, o Congresso Nacional arrisca-se a facilitar os mesmos processos deletérios em todo o país, por meio da legalização do texto do novo CF. Há, no entanto, uma diferença no processo histórico: o agronegócio, com as suas atuais tecnologias avançadas poderá provocar em menos de vinte anos os mesmos danos que demandaram nos Estados de Rio de Janeiro e Minas Gerais mais do que dois séculos para atingir as populações. Quem indenizará os danos econômicos, sociais e ecológicos, como sempre, será a sociedade. Nesse sentido, demandamos maior lucidez dos tomadores de decisão, para compreenderem estas relações tão óbvias entre o clima, o ciclo hidrológico, as AUS e a ocupação do espaço pelo homem, de forma a poderem frear em tempo hábil um conceito de desenvolvimento que será extremamente caro para o Brasil. Proteger e manter as áreas úmidas intactas é muito mais barato de que destruí-las, para novamente reconstruí-las. Além disto, sua reconstrução raramente permite o retorno às condições originais. Por outro lado, a perda de vidas humanas com os desastres naturais não tem solução. Quem será responsabilizado por elas? 

                      publicada em: 02/02/2012 às 04:43, na categoria: Público
                      Autor/Fonte: W. Junk, Paulo Teixeira de Sousa Jr e Cátia Nunes da Cunha. INCT Áreas Úmid

                      O INAU participará do evento 9th INTECOL - International Wetlands Conference que será realizado entre os dias 03 a 12 de Junho de 2012 em Orlando na Florida. www.wetland-ecology.nl/Agenda-web/9thIntlWetsymposiumflyer2012.pdf


                        publicada em: 22/02/2011 às 13:49, na categoria: Público

                        Nesta semana o INCT de Áreas Úmidas - INAU participa como convidado da 1ª Reunião de Avaliação e Acompanhamento do Programa INCT onde todos os INCT's do Brasil estarão expondo seus avanços, conquistas e dificuldades, com exposição paralela durante os dias 23 e 24 de novembro de 2010.


                          publicada em: 23/11/2010 às 11:17, na categoria: Público

                          http://www.spatialstatisticsconference.com/


                            publicada em: 19/10/2010 às 12:31, na categoria: Público

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