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O Prof. W.J. Junk, coordenador científico do INAU, recebe justa homenagem durante o Congresso Brasileiro de Limnologia. A equipe do INAU sente-se orgulhosa por essa conquista do seu líder.

  


    publicada em: 25/07/2017 às 11:23, na categoria: INAU

     

    Durante o “Latin America Symposium on Landscape Ecology and Biogeography” realizado no Zoological Research Museum Alexander Koenig (ZFMK), Bonn, Alemanha, nos dias 29 e 30 de novembro de 2013, o Professor Dr.Todor Ganchev, Universidade de Varna, Bulgária, e Dr. Olaf Jahn, ZFMK foram agraciados com o Prêmio Internacional de Ecologia Tropical Joachim Adis. As homenagens para ambos os cientistas foram apresentadas durante uma cerimônia especial pela Professora Dra. Marinez Isaac Marques, Universidade Federal de Mato Grosso, membro do Comitê Prêmio Joachim Adis.

    Professor Dr. Klaus Töpfer, Ex-Ministro do Meio Ambiente e Tecnologia Nuclear, Alemanha e Professor Dr. Paulo Teixeira de Sousa, Coordenador em Exercício do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU), Cuiabá, Mato Grosso enviaram mensagens de felicitações especiais para os pesquisadores premiados.

    Foto: Professor Dr. Todor Ganchev, segundo a esquerda, Mirella Espinoza, terceira à esquerda, que representou seu marido, Dr. Olaf Jahn, durante a cerimônia de premiação. Esquerda, Professor Dr. Charly Schuchmann, (Presidente do Comitê Prêmio Joachim Adis), primeira à direita, Professora Dra. Marinêz Isaac Marques (membro do Comitê Prêmio Joachim Adis).


      publicada em: 11/12/2013 às 15:36, na categoria: INAU

      Estamos felizes em anunciar oficina deste ano. Será uma oportunidade única para estudantes de pós-graduação e pesquisas que trabalham com ou interessadas em dendrocronologia tropical. O workshop vai oferecer um ambiente rico para a educação, formação e intercâmbio de experiências entre os participantes. Este blog se destina a fornecer informações atualizadas sobre o workshop. Mas você pode contatar os organizadores se existem outras questões, não abrangidos em nossas páginas.

      O workshop será realizado no acampamento-base, da Universidade Federal de Mato Grosso localizado a cerca de 80 km de Cuiabá, capital do estado do Mato Grosso. O acampamento base é climatizado e dispõe de laboratório, sala para palestras e três campos durante a noite com casa de banho e WC.

      Veja mais informações aqui abaixo faça o download do flyer do evento.

      ** Infelizmente, não há possibilidade de acesso a internet e telefone celular no local.

      • Arquivos
         Arquivo  Publicado em
       Flyer Dendrochronology in the tropics - Workshop internacional 2012  flyer_dendrochronology_in_the_tropics_workshop_internacional_2012.pdf 13/06/2012

      publicada em: 13/06/2012 às 13:03, na categoria: INAU

      Professores da UFMT representam o INAU na nona conferência internacional sobre áreas úmidas (9 INTECOL). O INTECOLinternacional no que tange a ciência de áreas úmidas. O evento ocorre a  cada quatro anos, sendo que o último ocorreu em 2008, em Cuiabá, tendo sido organizado pela UFMT, em parceria com o Centro de Pesquisas do Pantanal (CPP). O 9 INTECOL está ocorrendo (5 a 8 de junho/2012) na cidade de Orlando (Estados Unidos), contando com a presença de mais de mil pessoas, provenientes de 45 países. O INCT Áreas Úmidas (INAU-UFMT) e o CPP participaram de duas sessões com a apresentação oral de trabalhos.

      A sessão proposta pelo INAU, “Uma Abordagem Integrada para o Uso Sustentável de Áreas Úmidas”, ocorreu no dia 4 de junho, das 13:30 as 17:30 hs, contando com a apresentação de trabalhos pelos Profs. Cátia Nunes, Michèle Sato, Paulo Teixeira e Wolfgang Junk. A sessão “Inter- relações entre fatores relacionados à Hidrologia, ao Uso da Terra e à Biodiversidade no Pantanal e nos Everglades” ocorreu também no dia 4 de junho, das 8:30 às 17:30 hs, contando com a participação dos Profs. Pierre Girard, Cátia Nunes e Paulo Teixeira, representando a UFMT, além de trabalhos apresentados por professores da Florida International University (FIU), Florida State University e University of Miami. A parceria entre a UFMT e as instituições da Flórida ganhou impulso em julho do ano passado, quando estes professores participaram de uma oficina de trabalho na FIU buscando identificar sinergias e interesses comuns entre pesquisadores do Pantanal e dos Everglades. Como consequência desta parceria há, no momento, uma vultuosa proposta de projeto de pesquisa em análise pelo National Research Council (EUA). Se aprovado, o projeto propiciará, durante cinco anos, uma intensa colaboração entre as partes, o que incluirá, além de recursos para a pesquisa, a mobilidade de estudantes e pesquisadores entre os dois países.


        publicada em: 06/06/2012 às 13:42, na categoria: INAU

        Además de sostener un elevado grado de biodiversidad, los humedales en Brasil (y en todo el mundo) proporcionan importantes servicios al medio ambiente y a los humanos, desde la purificación y almacenamiento de agua hasta la retención de sedimentos, pasando por la reacumulación de agua subterránea y la regulación de climas locales y regionales.

        Las pautas estacionales de lluvia causan cambios en los niveles de los humedales brasileños, lo que provoca una serie inacabable de pulsaciones, similares a las del corazón, caracterizadas por pronunciados periodos de crecida de las aguas, con las consiguientes inundaciones a lo largo de pequeños ríos, grandes áreas de pastos y muchos otros ambientes, un fenómeno importante para la biodiversidad y la salud del ecosistema.
        De la misma forma, los humedales junto a los grandes ríos de la cuenca del Amazonas están sujetos a predecibles crecidas periódicas pero de mucha mayor amplitud. Hasta un 90% de los humedales se secan durante el periodo de escasez de lluvias.
        En la actualidad, el Código Forestal designa como “Áreas de Preservación Permanente” (APP) aquellas al borde de los máximos niveles de inundación.
        Las revisiones propuestas limitarían las APP a los niveles normales del río, lo que dejaría desprotegidas las planicies y vegetación adyacentes inundadas durante los periodos de crecida de las aguas.
         
        La nueva definición dejaría sin protección vastas extensiones de sabanas, dominadas por hierbas y arbustos, que son inundadas periódicamente. Los redactores de la actual revisión del Código Forestal no han considerado la más importante característica de los ecosistemas pulsátiles: la expansión lateral anual de los humedales. Sólo es posible una protección efectiva de los humedales utilizando el nivel más alto de crecida como la línea divisoria para la protección, no los niveles normales de los ríos como está siendo propuesto.
        La deforestación de las laderas y la expansión urbana eliminan el suelo que controla las escorrentías e intensifican la erosión lo que provoca la formación de grietas y deslizamientos.
         
        Las enmiendas propuestas aumentarán estos problemas, al sacrificar los humedales y su capacidad natural para absorber y almacenar el agua de la lluvia, y promoverán la continuación de nuestra miope destrucción de los humedales, muchos de los que ahora están enterrados, han sido secados, o se han convertido en terrenos agrícolas o urbanos.
         
        La mitigación de crecidas catastróficas en áreas pobladas y la prevención de graves niveles bajos de agua requieren la recuperación de la vegetación natural en áreas fundamentales y la preservación y restauración de humedales, lo que puede implicar eliminar algunos desarrollos humanos mal concebidos.
        Los humedales intactos desempeñan un papel crucial en el mantenimiento del suministro de agua, al amortiguar los extremos del ciclo del agua y proporcionar agua limpia. El nuevo Código Forestal facilitará la destrucción de estas áreas invalorables para el medioambiente, para nuestra creciente economía y para toda la sociedad brasileña.
        Proteger y mantener intactos los humedales es más barato que destruirlos y restaurarlos, lo que en muy raras ocasiones supone la plena recuperación de su condición original. Y las vidas perdidas recientemente en desastres naturales causados por la destrucción de los humedales no pueden ser reemplazadas.
         
        ¿Quién asumirá la responsabilidad de esto?
        Maria Teresa Fernandez Piedade: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Manaus, AM - Brasil.
        Paulo Teixeira de Sousa; Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU), UFMT, Cuiabá, MT - Brasil.
         
         
        Publicación:
         
        ABC Digital - Paraguai:
        http://www.abc.com.py/nota/el-nuevo-codigo-forestal-brasileno-amenaza-los-humedales/
         

         


          publicada em: 27/02/2012 às 07:49, na categoria: INAU
          Autor/Fonte: Maria Teresa Fernandez Piedade e Paulo Teixeira de Sousa

          A cada ano, durante o verão, notícias sobre inundações catastróficas e deslizamentos de morros dominam os jornais, revistas e televisão. No ano passado, o estado de Rio de Janeiro sofreu dramáticas perdas de vidas e danos econômicos severos devido a esses eventos. Este ano, o estado de Minas Gerais chama novamente a atenção por causa de grandes inundações, em que cidadãos perderam a vida e a população sofreu graves danos econômicos.

          O desmatamento de encostas e a impermeabilização da superfície do solo pela expansão das cidades e da rede rodoviária resultam no aumento da descarga superficial da chuva, aumentando também a erosão, o que resulta em deslizamentos e formação de voçorocas. Os pântanos, que absorviam e estocavam a água da chuva como se fossem "esponjas", foram transformados em terras para plantio. As áreas alagáveis ao longo dos riachos e rios, que serviam para reter as águas e para estocá-las temporariamente diminuindo os picos de enchentes, foram aterradas, sendo usadas nas cidades pela construção civil ou, pior, como depósitos de lixo. A retificação e a canalização dos riachos e rios aceleraram o transporte da água resultando em enchentes cada vez mais acentuadas, rápidas, e devastadoras, como estas observadas anualmente.
           
          Lamentavelmente os danos não se restringem somente às áreas diretamente atingidas. Como o lençol freático da região afetada decresce, já que a água não infiltra mais no solo como anteriormente, é gerado um déficit de água para a vegetação e para o homem durante a época seca. A conseqüência mais direta desta situação é o aumento no índice de queimadas. Por outro lado, a grande quantidade de sedimentos erodidos e transportados pelas enchentes é depositada nas represas, assoreando-as muito mais rapidamente do que foi calculado antes da sua construção, diminuindo drasticamente o seu tempo de vida útil. Isso torna os cálculos de custo/benefício desses empreendimentos obsoletos, um fato que deveria ser alarmante para o governo federal e os governos estaduais, que pretendem aumentar o número de represas para a estocagem de água potável e para a produção de hidroenergia. Enquanto os gastos para prevenção de desastres naturais não atingem a marca de R$ 1 milhão, os gastos com as ações para conter os danos causados por esses desastres suplantam a marca de R$ 6 bilhões. (http://www.adjorisc.com.br/politica/governo-investiu-so-13-dos-gastos-em-prevenc-o-a-desastres-naturais-1.1014492)
           
          Considerando este cenário, podemos constatar que a despeito da importância dos projetos de proteção e saneamento atualmente em planejamento, estes não passam de meros paliativos para os sintomas de um problema que é muito mais grave. A solução definitiva para o problema deveria incluir, dentre outros, planos de recuperação da vegetação natural em áreas críticas, além da preservação e restituição das áreas úmidas, para frear e mitigar os efeitos das enchentes, além da retirada da população das áreas críticas e a proibição da recolonização das mesmas por novos ocupantes. Em áreas densamente povoadas, essa é uma medida de difícil execução, politicamente sensível, muito onerosa, e de longa duração. Mas essa é a única solução, principalmente, se considerarmos as previsões do Conselho Internacional do Clima Global e do Inpe, que preveem para o futuro um aumento dos eventos climáticos extremos, ou seja, um maior número de chuvas torrenciais e secas mais severas com ondas de calor intenso. Outros países como os Estados Unidos e muitos países Europeus, entre eles a Holanda, campeã mundial em construção de diques, canais, "polders" e canalização de rios, já perceberam há anos que em longo prazo não é possível conter os rios e, por essa razão, foram elaborados amplos programas para a recuperação de pelo menos parte das áreas alagáveis, aumentando, desta forma, sua capacidade tampão de retenção da água, o que leva à diminuição dos picos das enchentes.
           
          Nesse contexto, a proposta do novo código florestal se mostra completamente anacrônica, já que sua potencial aprovação levará à redução da proteção das áreas úmidas ao longo dos rios e igarapés, e facilitará a destruição da vegetação natural ripária. Enquanto, por um lado, a sociedade convive com as conseqüências econômicas e sociais desastrosas da má ocupação do espaço nas regiões já ocupadas há séculos, o Congresso Nacional arrisca-se a facilitar os mesmos processos deletérios em todo o País, por meio da legalização do texto do novo código florestal.
           
          Nesse sentido, lançamos um apelo aos Senhores Membros do Congresso Nacional para que levem em consideração estas relações entre o clima, o ciclo hidrológico, as áreas úmidas e a ocupação do espaço pelo homem. Proteger e manter as áreas úmidas intactas é muito mais barato de que propiciar sua destruição para depois recuperá-las.  A perda de vidas humanas com os desastres naturais não tem reparo. Quando a causa é conhecida quem é o responsável pela tragédia?
           
          Pulicação:

          Jornal da Ciência:


            publicada em: 27/02/2012 às 07:36, na categoria: INAU
            Autor/Fonte: Wolfgang Junk, Paulo Teixeira de Sousa e Catia Nunes da Cunha, Maria Teresa
            Tags: Artigo, Inpa

             RIO - Na Floresta Amazônica, extensas áreas passam boa parte do ano com o solo coberto pelas águas das cheias do rios da região. No Pantanal, o cenário também se repete sazonalmente. Mas, apesar dos importantes serviços ambientais, econômicos e sociais que estas florestas alagadas e áreas úmidas prestam, o Brasil não tem uma legislação específica para protegê-las e o texto do novo Código Florestal em discussão no Congresso Nacional deixa a porta aberta para a exploração delas de forma desenfreada, alertam especialistas.

            Desde 1989, a Lei 7.803 define como áreas de preservação permanente faixas ao longo de rios que variam de acordo com a largura dos cursos d'água. Para os rios mais estreitos, com até 10 metros de largura, ela é de 30 metros a partir de seu nível mais alto, isto é, de suas margens nas épocas de cheia, chegando a 500 metros de cada lado para os rios com largura superior a 600 metros. O novo código, no entanto, não só reduz para 15 metros a área de proteção nos rios com menos de cinco metros de largura, que compreendem mais de 50% dos cursos d'água do país, como define que ela deve ser medida "desde a borda do leito menor" dos rios, deixando aberta a interpretação de que ela deve ser contada a partir das suas margens nos períodos de seca.

            - Na ambiguidade, a Natureza sempre acaba perdendo - lembra Ennio Candotti, diretor do Museu da Amazônia e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). - O que é esse "leito menor"? Vão fazer uma média entre os períodos de alta e baixa dos rios? Esta mudança na definição das margens vai deixar desprotegidos pelo menos 500 mil quilômetros quadrados de florestas alagadas e áreas úmidas em todo país.

            Segundo Candotti, a situação é especialmente preocupante na Amazônia, já que os rios da região apresentam grande variação nos seus níveis entre os períodos de cheia e de seca, chegando a 20 metros em alguns casos.

            - Em geral, para os rios do Sul e do Sudeste, isso pode não fazer muita diferença, mas para os rios amazônicos ela é enorme, já que as variações entre as margens altas e baixas podem chegar a dezenas de quilômetros.

            Sobe e desce de rios funciona como um coração

            O sobe e desce das águas dos rios da Amazônia é semelhante ao pulso gerado pela batidas do coração no corpo humano, levando vida para toda floresta, compara Maria Teresa Fernandez Piedade, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). De acordo com ela, só na região, 400 mil quilômetros quadrados de selva estão diretamente associados aos grandes rios e suas cheias. Essa área pode ser subdividida em dois grupos: as florestas de várzea ao longo da calha dos rios Amazonas e Solimões, que recebem sedimentos muito férteis dos Andes; e os chamados "igapós", banhados por rios de águas pretas como o Rio Negro, vindos de formações geológicas mais antigas e por isso menos férteis e com ocupação humana menor.

            - Registros ao longo de mais de cem anos mostram que a amplitude média dos rios da Amazônia entre os picos de cheia e de seca chega a dez metros - conta. - Este processo de "pulso" regular dos rios é responsável pela fertilização das várzeas, que são usadas pelas populações ribeirinhas. São práticas tradicionais e em alguns casos milenares que devem ser controladas e preservadas.

            Novo Código Florestal ameaça abandonadar áreas úmidas e florestas alagadas do Brasil. Foto: Latinstock

            O projeto do novo Código Florestal, no entanto, estabelece que a várzea fora dos limites contados a partir do leito menor dos rios não deve ser mais considerada área de preservação permanente, colocando em risco não só a natureza como o modo de vida destas populações, afirma Maria Teresa.

            - Só nas áreas de várzea, os levantamentos indicam que elas abrigam mais de mil espécies de árvores, e na dos igapós, mais de 600 espécies - enumera. - É importante salientar que essas espécies não são as mesmas que ocorrem na floresta de terra firme, sendo únicas e disitintas. Não sabemos que segredos essa diversidade pode guardar e temos muito ainda por conhecer sobre ela.

            Assim como Ennio Candotti, do Museu da Amazônia, a pesquisadora do Inpa alerta para a necessidade de criar uma legislação específica para proteger essas áreas úmidas.

            - Nós somos pagos para fazer ciência e agora estamos mostrando informações que levamos anos para ter - diz. - Assim, creio que elas devem ser levadas em consideração na hora de uma decisão como esta do novo Código Florestal. O Brasil vive dizendo que tem a maior bacia hidrográfica do mundo, que é a "Arábia Saudita" da água, mas quantidade não quer dizer qualidade. O país tem que abraçar suas áreas úmidas e elas devem ser no mínimo contempladas na nova lei.

            Todos três especialistas também destacaram o fato de o Brasil ser signatário do Tratado Ramsar, que estabelece a proteção e uso racional de áreas úmidas em todo planeta. No país, entre as áreas úmidas que estão listadas como de importância internacional dentro do tratado, figuram a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, com mais de 1,1 milhão de hectares no Amazonas; o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, com 135 mil hectares; a Área de Proteção Ambiental Baixada Maranhense, com 1,77 milhão de hectares, e as Reentrâncias Maranhenses, com quase 2,7 milhão de hectares.

            - O tratado fala de conservação e uso racional, não de preservação, que essas áreas tenham que ficar intocadas - destaca Cátia Nunes da Cunha, professora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Áreas Úmidas. - É um tratado internacional porque esses ambientes atravessam fronteiras. As áreas úmidas são ao mesmo tempo patrimônio e recurso. Se as regras não são bem claras, as consequências podem ser grandes. Precisamos que a legislação $elas sejam claras e específicas.

            Candotti segue a mesma linha:

            - Uma lei não muito clara deixa espaço para o desvio. Seria um grande desastre deixar essas grandes áreas úmidas e de várzea fora de um sistema de proteção. Isso pode ter consequências muito severas não só para a biodiversidade como para a hidrologia destas regiões, com repercussões imediatas em seu microclima. É inacreditável que isso não esteja sendo discutido no âmbito do novo Código Florestal. Estamos fazendo diversos alertas sobre isso, mas até agora ninguém teve a coragem de responder a essas questões.

            Para Maria Teresa, o fato de as formas básicas de inundação da Amazônia e do Pantanal serem diferentes - transbordamento dos rios no primeiro caso e acúmulo de água no segundo - pode fazer com que o código, por si só, não dê conta de todas as necessidades específicas de cada um deles.

            - Acho muito difícil um único Código Florestal detalhar tudo e, por isso, precisamos de legislações específicas para áreas que são diferentes, com usos e tradições diferentes - reconhece. - Em uma escala pequena, a agricultura das comunidades ribeirinhas pode ser absorvida pelo meio ambiente, assim como a pesca. Mas todos são ambientes que têm uma relação com a água que permite o estabelecimento de fauna e floras únicas que merecem atenção.

            Segundo Candotti, esse argumento de que as várzeas já são usadas para a agricultura e por isso devem ser liberadas de proteção obrigatória por lei não se sustenta.

            - Não é porque isso existe que se deve desproteger tudo - conclui. - O importante é que a legislação preveja esse uso tradicional da terra.

            No Pantanal, cursos rasos chegam a secar

            No Pantanal, a preocupação com as alterações previstas no novo Código Florestal também é grande. Cátia Nunes da Cunha, da UFMT, destaca que, na região, alguns rios chegam a secar na época de baixa, fazendo com que a nova redação da lei que prevê o estabelecimento das áreas de proteção permanente a partir de seu "leito menor" deixe de fora extensas áreas atualmente protegidas. Segundo ela, dos 140 mil quilômetros quadrados do bioma, até 100 mil quilômetros quadrados estão em risco.

            - No Pantanal, os rios são muito rasos e durante a fase seca alguns chegam a ter seu fluxo interrompido - diz. - O antigo Código Florestal, por mais que seja omisso sobre as áreas úmidas, ainda assim as protege. Com a nova lei, no entanto, pelo menos 80% do Pantanal não vão ter mais qualquer tipo de proteção.

            Na opinião de Cátia, dá-se muita atenção para o problema da Amazônia enquanto a região do Pantanal fica relegada a um segundo plano.

            - Esquecem que as características de áreas inundáveis savânicas como o Pantanal diferem de outros biomas - conta. - Essas áreas úmidas têm um papel significativo para o meio ambiente, a começar da água. Elas atuam como filtros, retendo sedimentos, e armazenam água para as épocas de seca e apara abastecer os lençóis freáticos. Isso sem contar com a biodiversidade ímpar e específica destes ambientes, com pássaros e outros animais aquáticos e também plantas especialmente adaptadas.

            A professora da UFMT lembra ainda que, pela Constituição Federal, o Pantanal é considerado Patrimônio Nacional, exigindo que o uso de seus recursos siga regras definidas. O problema, conta, é que com isso o estado do Mato Grosso considerou que poderia legislar sobre a região e, com a Lei 8830 aprovada em 2008, definiu que as faixas marginais de preservação ambiental seriam contadas a partir do nível mais alto dos rios, só que durante o período sazonal de seca.

            - A lei cometeu um erro grave e é um contrassenso - afirma Cátia. - Isso nos remete a esse novo Código Florestal. Até então, a gestão do Pantanal levava em consideração um consenso científico e a lei adiantou o que podemos vir a observar se o novo código for aprovado.

            Segundo ela, pelo fato de a lei ser relativamente recente e a área alagável do Pantanal não ser muito adequada para a agricultura, prestando-se mais à pecuária, o estrago observado ainda não é grande, mas tudo pode mudar rapidamente.

            - A terra no Pantanal é muito barata, saindo por cerca de R$ 130 por hectare, contra até R$ 10 mil por hectare em regiões mais propícias para cultivos - contabiliza. - Os avanços nas tecnologia de drenagem, porém, podem compensar essa diferença e gerar uma situação perigosa para o Pantanal.

            Diante disso, Cátia pede a criação de uma legislação específica para proteger as áreas úmidas do país:

            - As áreas úmidas devem ter um tratamento diferenciado pela legislação. As áreas de proteção permanente do antigo Código Florestal valiam para qualquer tipo de vegetação e não só florestas. Mas, como o Cerrado não é considerado floresta, ele fica ainda mais desprotegido mesmo estando em uma área úmida.



            Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/10/25/especialistas-querem-legislacao-especifica-para-proteger-areas-umidas-do-brasil-925652336.asp#ixzz1bz46C900 
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              publicada em: 27/10/2011 às 05:16, na categoria: INAU
              Autor/Fonte: César Baima - O Globo
              Tags: código florestal, INAU, Áreas Úmidas

              A mobilização do INAU, Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas, para exigir mudanças no Código Florestal que garantam a proteção das Áreas Úmidas  foi destaque na revista Nature.

              Confira aqui


                publicada em: 27/10/2011 às 04:53, na categoria: INAU
                Autor/Fonte: Revista Nature
                Tags: código florestal, INAU, Áreas Úmidas

                 

                A discussão sobre o novo código florestal (CF) já se arrasta por vários anos,esperando-se para breve o desfecho dos debates sobre o tema no Senado Federal. Entretanto, uma questão de grande magnitude não vem recebendo o tratamento adequado: os ecossistemas de áreas úmidas (AUs). Estima-se que as AUs brasileiras perfaçam aproximadamente 20% do território nacional. Elas prestam serviços importantes para o meio ambiente e os seres humanos, tais como armazenamento e purificação de água, retenção de sedimentos, recarga do nível de água do solo, regulação do clima local e regional e a manutenção de uma grande biodiversidade. Além disso, alguns destes ecossistemas abrigam populações humanas com traços culturais únicos, que tem sua fonte de alimentação e de renda dependente dos estoques pesqueiros, da agricultura de subsistência, da pecuária extensiva e da extração de madeira. Atividades que podem ser realizadas de maneira sustentável, com baixo impacto ambiental.

                Grande parte das AUs brasileiras, devido ao regime de chuvas sazonais, é submetida a níveis de água variáveis, produzindo um sistema pulsante com períodos de seca e cheia bastante pronunciados. Ao longo de rios pequenos, as AUs cobrem faixas com largura de dezenas de metros; ao longo de rios grandes, faixas de muitos quilômetros. Até 90% dessas AUs secam durante o período de baixa precipitação pluviométrica.

                Na velha e na nova versão proposta para o CF, as AUs não são especificamente mencionadas. Já o CF em vigor protege faixas de floresta ao longo dos córregos e rios de acordo com a largura do rio, sendo considerado o nível mais alto, isto é, o nível alcançado por ocasião da cheia sazonal do curso d’água perene ou intermitente como definido pela resolução CONAMA de 2002.

                Esta formulação dá proteção à orla das AUs. O novo CF considera Área de Preservação Permanente (APP) desde a borda da calha do leito regular, sendo esta definida na proposta para o novo CF como: a calha por onde correm regularmente as águas do curso d’água durante o ano. Esta proposição colocaria a maioria das AUs sem proteção legal, afetando a integridade das AUs restantes, impactando negativamente nos serviços proporcionados aos seres humanos e ao meio ambiente.

                Exemplificando: as AUs do rio Amazonas, próximo à Manaus e dos seus afluentes principais se estendem por dezenas de quilômetros. Estas áreas são protegidas pela legislação atual, que as considera propriedade da União (Constituição, Art 20 ) enquanto pertencem ao leito dos rios, entendido (há mais de cem anos ) como a calha compreendida entre as margens altas.

                Estas são definidas como a linha média das margens das vinte maiores cheias registradas. No novo projeto de CF (PLC 30), o Art 4 considera como APPs: "as faixas marginais de qualquer curso d’água natural, desde a borda da calha ao leito regular"... definindo depois as suas larguras mínimas de acordo com esse leito. Se esta definição de leito de rio prevalecer, não apenas o patrimônio da União ficará subtraído de centenas de milhares de km2 como também as APPs recuarão drasticamente

                De acordo com artigo 225, da Constituição Federal parágrafo 4, o Pantanal Mato-Grossense é declarado Área de Patrimônio Nacional e o uso de seus recursos tem que seguir as leis para garantir a proteção do ambiente. No entanto, apesar de ser um ecossistema com condições ambientais específicas, o Pantanal está sujeito às mesmas regras e regulamentos aplicado a todas as outras regiões brasileiras. A atual lei estadual do pantanal (lei N 8.830 de 2008) tem várias carências, destacando-se o fato de considerar como o referencial para definir as faixas marginais de preservação ambiental, o nível mais alto do rio, efetuado durante o período sazonal da seca. Isso é um contra senso!

                O período seco no Pantanal pode significar leitos de rios completamente secos. Isso é muito grave e o novo CF coloca ao estado esta responsabilidade que é nacional. Desta forma, AUs como as savanas inundáveis do Guaporé, do Araguaia e as de Roraima, além de passarem desapercebidas como ecossistemas de grande importância no CF em vigor não são contempladas no novo CF, pois somente a planície pantaneira está contemplada como área de uso restrito no Capítulo III do novo CF.

                Em 1993, o Brasil ratificou a Convenção de Ramsar, que exige dos estados signatários não somente o delineamento e a proteção específica das AUs de importância internacional, mas também um inventário destas, a descrição das suas estruturas e funções e a elaboração de planos para o seu uso sustentável. Apesar do compromisso assumido, até o momento o Brasil encontra-se muito aquém do cumprimento dessas metas. Já é hora destes ecossistemas serem incluídos claramente na legislação brasileira, para posteriormente serem alvo de delimitação, definição e classificação para subsidiarem uma política nacional de AUs e assim atendermos ao nosso compromisso internacional de assegurar a saúde destes ecossistemas.

                O desmatamento da floresta tropical e a conversão do cerrado brasileiro em monoculturas já vêm causando impactos dramáticos sobre o ciclo hidrológico. Muitos rios e córregos que antes fluíam o ano inteiro no cinturão agro-industrial localizado na região centro-sul da floresta amazônica já estão secando durante a estação seca. As previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indicam para o futuro, sobre grandes áreas do Brasil, estações chuvosas e secas mais pronunciadas, caracterizadas por eventos com intensa precipitação e ondas de calor. Alem disso, o prognóstico para a região do cerrado  é que haja uma redução da precipitação anual de até 25%. Por isso, a disponibilidade e a distribuição das águas serão fatores limitantes para o desenvolvimento agrícola e o bem-estar das populações rurais e urbanas. As AUs intactas irão desempenhar um papel crucial na manutenção da água na paisagem, tamponando extremos no ciclo hidrológico e fornecendo água limpa.

                Na forma em que está, o novo CF vai favorecer a destruição desses recursos vitais, que em poucas décadas serão de importância econômica inestimável para o meio ambiente, a economia e a sociedade brasileiras. Considerando o fato que importantes AUs brasileiras são transfronteiricas, a mudança do CF poderá ter impactos negativos também para países vizinhos, com potencial para a geração de conflitos.

                Wolfgang J. Junk, coordenador científico do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INCT-INAU), Cuiabá, MT

                Paulo Teixeira de Sousa Jr, Coordenador do Centro de Pesquisas do Pantanal (CPP), Cuiabá, MT

                Catia Nunes da Cunha, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)


                  publicada em: 07/10/2011 às 05:29, na categoria: INAU
                  Autor/Fonte: Inau
                  Tags: Áreas Úmidas, novo código florestal

                  Os pesquisadores dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia - INCTs, além de outros INCTs deverão ter participação preferencial no programa Ciência Sem Fronteiras - que destina bolsas para alunos de graduação e pós-gradução estudarem no exterior. Os INCTs receberão bolsas, que vão permitir que seus integrantes desenvolvam parte de suas pesquisas em instituições estrangeiras de renome.

                  O Programa abre grandes possibilidades especialmente em regiões onde a destinação de recursos para pesquisa científica ainda é pequena. "É uma grande oportunidade de ampliar a qualificação dos nossos cientistas e também de permitir o desenvolvimento de projetos inovadores, que coloquem o Brasil entre os líderes da pesquisa científica mundial", afirma Paulo Teixeira de Sousa Jr., vice-coordenador do INCT Áreas Úmidas, que tem sede em Cuiabá (MT), e é mais conhecido como INAU.

                  Segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Brasil é o 13º país em produção científica, mas apenas o 47º em Inovação. O programa pretende melhorar essa colocação. O INAU deve receber bolsas, o que vai representar um avanço significativo no panorama científico da região. Isso porque o Centro-Oeste tem apenas 3 INCTs. Além do INAU, que fica em Mato Grosso, o Distrito Federal é sede dos INCTs em Estudos Tectônicos e Nanobiotecnologia. "A criação do INCT permite o aporte de mais recursos e impulsiona as pesquisas. Esperamos criar um círculo que estimule cada vez mais a ciência na região", explica o pesquisador.

                  Hoje, o INAU reúne cientistas de diversos estados brasileiros e também de outros países. A principal missão do Instituto é fazer um mapeamento das áreas úmidas brasileiras. A estrutura de pesquisa em rede permite que vários laboratórios realizem estudos simultâneos em torno do tema. "Como é um trabalho muito complexo, a troca de experiências contribui para avançarmos mais rapidamente. Além disso, a abordagem é multidisciplinar, o que permite um retrato mais completo. Pesquisamos desde as características físico-químicas dos solos, a passando por questões ligadas à fauna e à flora, até grandes questões sociais’, conta Paulo Teixeira de Sousa Jr.

                  Outra vantagem que o Ciência Sem Fronteiras está trazendo para a comunidade científica é a atração de pesquisadores do exterior e o estabelecimento de parcerias. Entre os instrumentos que serão disponibilizados aos pesquisadores cabe estão bolsas de Pós-Doutorado no Exterior - PDE, Estágio Senior - ESN, bolsas de Atração de Jovens Talentos - BJT e Pesquisador Visitante Especial - PVE, além da modalidade Treinamento no Exterior - SPE.


                    publicada em: 24/09/2011 às 16:46, na categoria: INAU
                    Autor/Fonte: Eveline Teixeira - Site INAU
                    Tags: Ciência Sem Fronteiras, INAU

                    Pesquisadores, representantes de órgãos governamentais e estudantes discutiram em mesa-redonda realizada na última sexta-feira (16/09) na sede do Musa, a inserção das áreas alagáveis no Código Florestal. O debate se estendeu até o início da noite e resultou em Carta aos Senadores que atualmente analisam a proposta do novo Código.

                    Os pesquisadores alertam para o fato de que, apesar de representarem entre 20% e 30% do território nacional, as áreas alagáveis brasileiras não estão protegidas por lei específica. "As áreas úmidas são mencionadas em algumas políticas de meio ambiente, como o Plano Nacional de Áreas Protegidas ou a Política Nacional de Biodiversidade, mas em nenhum momento são consideradas um ecossistema específico", disse Wolfgang Junk na abertura do evento.

                    Coordenador do Instituto Nacional de Áreas Úmidas (Inau), Junk lembrou que a definição de áreas úmidas inclui aspectos relacionados aos recursos hídricos e também relativos aos solos e à vegetação. "Para ser área úmida não basta ter água, tem que ter solo higromórfico e vegetação adaptada", explicou.

                    Habitadas há séculos por populações tradicionais, as áreas úmidas da Amazônia são usadas para pesca, agricultura e ecoturismo, prestam serviços ambientais como regular a descarga dos rios e abastecer os lençóis freáticos, e abrigam dois quintos de todas as espécies de árvores da floresta.

                    Esses aspectos são considerados pelos pesquisadores mais relevantes, por exemplo, que o sequestro de carbono. "Tudo indica que emissão e absorção de carbono pela floresta estão em equilíbrio. Por exemplo, os chamados aningais acumulam muita matéria orgânica, mas durante a seca liberam os gases acumulados rapidamente", disse Junk.

                    *Áreas Úmidas e o novo Código Florestal*

                    Duas proposições para o novo Código Florestal que impactam as áreas úmidas preocupam os cientistas. No novo texto, o Artigo 3, Inciso IV, define o leito regular dos rios como "a calha por onde correm regularmente as águas do curso d’água durante o ano". Em seguida, o Artigo 4 determina que serão consideradas Áreas de Preservação Permanentes (APP) "as faixas marginais de qualquer curso d`água natural, desde a borda da calha do leito regular" em larguras mínimas determinadas de acordo com a largura do curso d`água em questão.

                    "Na Amazônia há lugares em que a variação do nível da água dos rios chega a 20 metros. Qual seria então o leito regular? Essa nova definição cria inúmeros problemas, principalmente para a gestão do patrimônio da União, que há anos realiza a regularização fundiária tendo com base os rios em seus níveis mais altos", alertou Ennio Candotti, diretor do Musa, lembrando que a Constituição determina que o leito dos rios pertence à União.

                    A opinião foi corroborada por Alexandre Marcolino Lemes, da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) no Amazonas. "Para calcular o terreno pertencente à União fazemos uma série de cálculos considerando as médias das cheias de séries históricas, a chamada linha média das enchentes ordinárias. Ao valor obtido acrescentamos ainda 15 metros de cada lado do rio", disse.

                    Os pesquisadores reunidos no debate concordam que o antigo texto do Código Florestal, que define o leito do rio a partir de seu nível mais alto, era melhor que a nova proposição. Eles também defendem que o novo texto incorpore regras para o aproveitamento e manejo destas áreas. Segundo eles, o uso das áreas alagáveis deve ser feito apenas por comunidades tradicionais e deve considerar sua classificação a partir de um sistema que considere clima, hidrológica, química e física da água, dos solos e da vegetação superior.

                     

                     


                      publicada em: 23/09/2011 às 12:53, na categoria: INAU
                      Autor/Fonte: Núcleo de Comunicação Digital
                      Tags: Áreas Úmidas, Novo Código Florestal

                      A matéria abaixo relaciona-se ao projeto "berço das águas", sob coordenação da Operação Amazônia Nativa (OPAN), em convênio com o Instituto Caracol (iC), e o Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA), especificamente no marco do projeto "Ciência e cultura na reinvenção educomunicativa" do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU).

                      Na oficina em questão, tivemos a presença vigorosa do pesquisador Max Finlayson, que veio para formar o comitê internacional de avaliação do INAU e gentilmente participou da oficina. O objetivo era apresentar as principais concepções da Avaliação Ecossistêmica do Milênio, relacionar o âmbito global com o local e propor um material educativo no âmbito da questão indígena.
                       
                      Interagindo as 5 dimensões que são eixos centrais do INAU, o professor Max considerou as abordagens essenciais das áreas úmidas, tanto em suas dimensões ecológicas como sociais. Por intermédio das experiências com os aborígenes australianos, o diálogo global-local teve bons resultados, retirando a ênfase do caráter econômico da proposta, dando foco na conservação da biodiversidade e simultaneamente na proteção das comunidades humanas mais vulneráveis.
                       
                      A oficina é parte da metodologia adotada pelo projeto 5.2. do INAU, especificamente do subprojeto 5.2.3, conectado com a rede internacional “Sub-Global Assessment”, com forte proeminência da United Nation University (Japão), United Nation Environmental Programme (Kenya) and Cropper Foundation (Trinidad and Tobago).
                       
                      Michèle Sato
                      Líder do Laboratório 5 - INAU
                       
                       
                      INDÍGENAS DISCUTEM ENFRENTAMENTO DAS MUDANÇAS DO CLIMA
                       
                      Durante oficina para elaboração de caderno sobre Avaliação Ecossistêmica do Milênio, diversos povos demonstraram que as respostas estão numa gestão séria dos territórios indígenas e de seu entorno.
                       
                      “Nós estamos ilhados. Semana passada bateu uma ventania como eu nunca tinha visto e deixou a nossa terra vermelha. O agrotóxico das lavouras que nos cercam entrou e nos contaminou. Nós sabemos que ele não vem só pelo avião, vem pela poeira também. E, na época da chuva, ele vem pelos rios. Antigamente não tinha isso”. As palavras do cacique Manoel Kanuxi, do povo Manoki, calaram os participantes de uma oficina realizada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Os Manoki, além de representantes Nambikwara, Kayabi, Myky e Xavante, estiveram reunidos de 17 a 19 de agosto para construir coletivamente o conteúdo do fascículo sobre povos indígenas da Avaliação Ecossistêmica do Milênio, o maior estudo já realizado sobre as consequências das mudanças nos ecossistemas.
                       
                      A proposta de difundir em Mato Grosso o conteúdo dos relatórios científicos da Organização das Nações Unidas (ONU) partiu do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental (GPEA), da UFMT, que elaborou cadernos sobre as ações necessárias para assegurar a conservação e o uso sustentável do meio ambiente voltados a comunidades, jovens e tomadores de decisão. Os povos indígenas, que tradicionalmente conseguem viver sem causar declínio nos recursos naturais, não poderiam ficar de fora dessa iniciativa.
                       
                      Eles foram convidados através de uma parceria entre a OPAN e a Rede Mato-grossense de Educação Ambiental (Remtea), GPEA e Instituto Caracol para demonstrar seu modo de vida, sua visão, os conflitos que os ameaçam, suas propostas para enfrentá-los e seus sonhos em mais um fascículo da série que pretende influenciar as políticas públicas. A oficina e a elaboração do fascículo são apoiados pelo Projeto Berço das Águas, da OPAN, um patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental. “A ideia é que esse material suscite reflexão, mudança de comportamento a partir da experiência que eles compartilham, mas, sobretudo, que eles se fortaleçam enquanto organização”, comentou a educadora ambiental Imara Quadros, do GPEA.
                       
                      A oficina
                       
                      A primeira parte da oficina foi uma palestra do ecólogo australiano e especialista em áreas úmidas, Max Finlayson, da Universidade Charles Sturt. “Ele falou como a Ciência é arrogante e não compreende outras linguagens. Mas os cientistas podem aprender com as comunidades para serem mais sensíveis. Isso foi muito fascinante”, avaliou a educadora ambiental Michèle Sato, do GPEA, que faz parte da rede mundial da ONU “Sub-Global Assessment”. 
                       
                      Nos dois dias seguintes, os indígenas reforçaram seu posicionamento em relação à necessidade de políticas sérias de gestão de seus territórios e do entorno das terras indígenas. “São preocupantes as visões de progresso do governo. O não índio tem sua lei, mas não está cumprindo. Cada fazendeiro podia perfeitamente deixar uma porcentagem de sua área para garantir a proteção das matas. Mas o homem branco acaba com tudo, não respeita a lei”, disse o cacique Kanuxi.
                       
                      “Queremos nossas terras seguras e demarcadas, pois sem ela não sobrevivemos. Mesmo sem perceber, os não índios se beneficiam do nosso território porque, se depender deles, tudo será detonado. Um fazendeiro outro dia falou que a nossa área era dele e retirou as placas da terra indígena. Tudo isso é ruim. Ele não sabe o que está fazendo”, disse Bernardino Realino, do povo Manoki. “Onde tinha mata fechada, o branco derrubou tudo para colocar boi. Ficou mais quente. Os peixes sumiram. Como querem que a gente viva assim?”, questionou o cacique Janaxi, do povo Myky.
                       
                      Os impactos no entorno das terras indígenas deixaram de ser, na percepção dos índios, apenas pontuais. “Os empreendimentos vêm atropelando tudo. O PAC é uma das nossas preocupações. Nós, indígenas, junto com outras minorias afetadas, não temos voz para nada. Quem está fazendo tudo isso é o próprio governo. Há 30 anos, você chegava à nossa terra e só via mata. Demorava muito para chegar e só tinha Cerrado. Hoje asfalto passa na porta da aldeia. Tem lavoura de soja e algodão bem do lado. Da aldeia se enxerga grandes armazéns e até subestação de energia. Tudo isso é um problema”, diz Bernardino.
                       
                      Essa degradação generalizada tem afetado de forma crucial a continuidade da realização de rituais, entre diversos povos indígenas. “Nós fazemos as grandes caçadas no tempo dos rituais, mas dentro da nossa reserva podemos ficar o dia inteiro sem encontrar mais nada. Parece que as hidrelétricas vêm para melhorar a nossa vida, mas nos sentimos cada vez mais imprensados. Veja o rio Cuiabá como está. Parece tudo barro. Será que é isso que queremos para a nossa região?”, questiona José Francisco Jamaxi, do povo Manoki.
                       
                      “Nesse contexto de gravíssimas ameaças à vida no planeta, a Avaliação Ecossistêmica do Milênio tem grande interesse em também fazer estudos sobre os saberes indígenas, seu modo de vida e suas inter-relações. Não é a só a ciência que produz conhecimento. E isso tem que ser valorizado pelos tomadores de decisão”, disse Adriana Werneck Regina, socióloga e membro da OPAN e do GPEA. “Este caderno vai ser muito bom, mas precisamos avançar nisso. Vamos colocar aqui que há pessoas que estão fazendo mal ao meio ambiente, mas qual é a política para eles? Para o entorno das nossas terras?” provoca o estudante nambikwara José Angelo. “Hoje nós estamos nos protegendo desse calor em Cuiabá com o ar condicionado. Até quando vamos conseguir viver nesse clima artificial? Enquanto a minoria luta por uma vida mais saudável, a maioria nem liga. Estamos vivendo a ilusão da ganância. Está faltando amor à vida”, conclui Giovani Tapura, um jovem Manoki.
                       
                      OPAN
                       
                      A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Atualmente suas equipes trabalham em parceria com povos indígenas do Amazonas e do Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas à garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e na manutenção das culturas indígenas.
                       
                       

                        publicada em: 24/08/2011 às 14:50, na categoria: INAU
                        Autor/Fonte: OPAN
                        Tags: Notícia

                        "Os cientistas daqui estão entre os melhores do mundo”, enfatizou  Brij Gopal, doutor em Ecologia do Centre for Inland Waters in South Asia (India), durante a 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional do INAU, Instituto  Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas. O evento realizado pelo CPP, Centro de Pesquisa do Pantanal, ocorreu em Cuiabá (MT), nos dias 15 e 16 de agosto e foram apresentados 37 projetos que são desenvolvidos por cinco laboratórios associados ao INAU, no pantanal mato-grossense e sul mato-grossense. Os projetos foram submetidos à avaliação do Comitê Científico Internacional, composto por: Max Finlayson, da Charles Sturt University (Australia); Guillermo Schmeda Hirschann, da Universidad de Talca (Chile); Maria Teresa Fernandez Piedade, do INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia(Brasil) e  Brij Gopal, do Centre for Inland Waters in South Asia (India).            

                        Doutor em Ecologia, Brij Gopal, disse que a maioria dos projetos apresentados neste evento iniciou no ano passado e está no caminho certo, ou seja, seguindo as recomendações do Comitê Internacional. Segundo ele os projetos apresentados são muito bons e todos são interconectados, portanto, não são analisados individualmente.                  Max Finlayson, que também é doutor em Ecologia, disse que ficou impressionado com a quantidade de trabalhos apresentados. ”Há projetos ambiciosos, difíceis de realizar em uma paisagem de difícil acesso onde a biodiversidade é complexa. Um dos projetos que me impressionou foi sobre a dinâmica da vegetação, classificação e mudança nos períodos da cheia e seca”, destacou, elogiando ainda a pesquisadora responsável por este trabalho, Cátia Nunes da Cunha.Finlayson disse também que os projetos sobre a Bioprospecção são importantes para a localidade e  para todo o país, entretanto, ele ressalta que a sua execução tem que ser feita de forma muito correta. Ele disse que a apresentação deste projeto pelo pesquisador e vice-coordenador do INAU, Paulo Teixeira de Sousa Jr, foi muito boa, houve progresso, alcançou resultados em nível internacional. “O maior desafio é fazer ciência de alta qualidade o tempo todo e integrar a comunidade local para todos serem beneficiados”, finalizou.  

                        O vice-coordenador do INAU, Paulo Teixeira de Sousa Jr, disse que houve avanços na apresentação dos projetos que são interligados e tem por objetivo produzir conhecimento público para contribuir com o uso sustentável das áreas úmidas, especificamente o Pantanal, que hoje é a ‘vitrine’ dos estudos do INAU. “A produção dos projetos a partir de agora entra numa fase maior de amadurecimento e com isso aumentará a equipe, a velocidade e a qualidade da produção”, enfatiza Teixeira. Vale ressaltar que os projetos do INAU são submetidos à avaliação anual interna pelo Comitê Cientifico Nacional e externa pelo Comitê Científico Internacional e  pelo CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.           

                        Pesquisas

                        Uma das pesquisadoras do projeto “Bioprospecção para o Uso Sustentável de Áreas Úmidas”, Rosemary Matias, UNIDERP, da Universidade Anhanguera, durante sua apresentação, mostrou que a partir de óleos do gênero Anacardium foi produzido um protótipo, na forma de pó, que está em fase bem avançada, e tem menor impacto no meio ambiente, se comparando com produtos sintéticos utilizados para combater as larvas do mosquito Aedes aegypti. “Trata-se de uma substância em pó que é utilizada na água, sem alterar as suas características física, química e microbiológica, e já se comprovou a mortalidade de 70% das larvas de Aedes aegypti. A próxima etapa da pesquisa é verificar se é um produto citotóxico”, revelou a pesquisadora.

                        O projeto “Interinstitucional Vozes Pantaneiras: O vivido e o narrado nas histórias de vida dos habitantes do pantanal sul mato-grossense, preservação e respeito ao meio ambiente”, foi apresentado pela pesquisadora da UEMS,  Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, Maria Leda Pinto. Ela desenvolve a pesquisa nas comunidades do pantanal do Rio Negro e Terena da região de Taunay, em Aquidauana.A pesquisadora disse que dentro de uma análise interdisciplinar estuda-se a inter-relação entre as questões do meio ambiente vista da perspectiva dos povos que habitam o Pantanal sul-mato-grossense e as campanhas oficiais sobre a preservação local, por meio da análise das narrativas dos pantaneiros e das campanhas veiculadas pela mídia, tendo como fundamentação a antropologia, a história oral, a educação, a análise do discurso e a biologia.           

                        De acordo com Leda, os resultados parciais apontam que há discrepâncias entre o discurso oficial veiculado pela mídia e as narrativas de quem vive na região. “Na maior parte das vezes os pantaneiros sequer são consultados pelos idealizadores das campanhas e estas são desconectadas das relações do homem com a natureza”, destacou, informando ainda que a transferência do conhecimento para a sociedade se dará por meio da publicação de um livro que registrará o resultado final da pesquisa e será disponibilizado para as escolas pantaneiras e toda sociedade. A previsão da publicação do livro é para 2012.


                          publicada em: 17/08/2011 às 09:00, na categoria: INAU
                          Autor/Fonte: Studio Press
                          Tags: Notícia


                          “O Pantanal - Ecologia, biodiversidade e manejo sustentável de uma grande área úmida sazonal neotropical” (The Pantanal. Ecology, biodiversity of a large neotropical seasonal wetland) é o título do livro que os Professores Wolfgang J. Junk, Carolina J. da Silva, Cátia Nunes da Cunha & Karl M. Watzen lançam na próxima segunda-feira, 15, durante a abertura da 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas – INAU. O evento, que será realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso a partir das 8:30, também terá a apresentação de projetos desenvolvidos pelos pesquisadores que fazem parte do Instituto, que tem como objetivo propor um sistema de classificação de áreas úmidas visando a preservação dos ecossitemas inundáveis.   

                          De acordo com a Professora Cátia Nunes da Cunha, uma das editoras da obra, a idéia de produzir o livro surgiu durante a finalização do projeto Ecologia do Gran  Pantanal (PEP), uma cooperação científica entre a Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT e o Max Planck Institut for Limnology, dentro do programa SHIFT (Studies  Human Impacts on Floodplains and  Forests Tropical) realizado pelo Brasil e a Alemanha, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. “Este projeto foi um grande marco para os pesquisadores da UFMT, que investiram na  sua capacitação. Houve um aumento significativo da produção científica sobre o Pantanal numa abordagem nova, a do conceito do pulso de inundação, isto é, os pesquisadores começaram a estudar  o Pantanal como dois lados de uma moeda: a fase seca dependendo da fase aquática. O resultado foi um grande número de publicações científicas e o grupo viu a oportunidade de reunir toda a informação produzida num só lugar, numa abordagem ecossistêmica”, comentou Cátia.

                          A Professora explicou que o processo de elaboração do livro contou com a coordenação científica do projeto PEP, liderada pelo Dr. Wolfgang J. Junk e apoiada pelos pesquisadores. “Eles iniciaram o trabalho de desenhar a configuração dos capítulos em conjunto com os autores, professores da UFMT.  Quando a elaboração dos capítulos já estava em estado avançado, abriu-se a oportunidade para que os pesquisadores do Centro de Pesquisas do Pantanal - CPP também contribuíssem com suas informações, para escrever um material que contenha uma boa referência sobre o Pantanal”, revelou.

                          Carolina J. da Silva, também uma das editoras do livro, contou que a obra engloba vários assuntos referentes ao Pantanal. “Trata -se da mais  abrangente obra sobre o Pantanal, sendo uma referência para a pesquisa neste bioma. O livro aborda os diversos grupos de plantas e animais que habitam o ecossistema, desde  as algas e invertebrados microscópicos até  os grandes mamíferos, ou seja a biodiversidade do Bioma Pantanal. Discute ainda o pulso de inundação, a Hidrologia e a Limnologia da região, os impactos ambientais, os usos e  a sua conservação. Em resumo, o livro fala sobre a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas pantaneiros”, disse  a Professora.

                          Segundo a Professora Cátia, o livro, a princípio será lançado apenas em inglês. “A ciência não tem barreiras geográficas e a forma de todos se entenderem é por meio de uma única língua. Como a língua científica internacional é o inglês, decidimos lançar o livro neste idioma. O mundo todo precisa saber o que o Brasil já caminhou na ciência de áreas úmidas, o que já produziu sobre seus ecossistemas e quais os seus avanços científicos. Mas se alguma editora brasileira se interessar em lançá-lo em português, será muito bom para a comunidade científica brasileira”, finalizou.

                            

                          Serviço:

                          O que? Lançamento do livro “The Pantanal. Ecology, biodiversity of a large neotropical seasonal wetland”

                          Quando? Segunda-feira, 15/08, às 8:30

                          Onde? Hotel Fazenda Mato Grosso

                           


                            publicada em: 12/08/2011 às 15:30, na categoria: INAU
                            Autor/Fonte: Studio Press Comunicação
                            Tags: notícia

                            O INCT Áreas Úmidas – INAU realizará nos dias 15 e 16 de agosto, em Cuiabá (MT),  a 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional.  Durante o evento, serão apresentadas as contribuições que as pesquisas desenvolvidas pelos cinco laboratórios associados estão trazendo para a ciência e a sociedade.  O principal objetivo do INAU é realizar um levantamento e propor um sistema de classificação de áreas úmidas.  A proposta é que este trabalho sirva de base para facilitar a tomada de decisão em prol da sustentabilidade destes locais.

                            A cerimônia de abertura será às 8h, no dia 15, no Salão Bem te vi, no Hotel Fazenda Mato Grosso.   A confirmação de presença pode ser enviada para os e-mails inau@cppantanal.org.br e inau.cpp@gmail.com.


                              publicada em: 06/08/2011 às 12:35, na categoria: INAU
                              Autor/Fonte: Assessoria de Imprensa - 65 4141 2907 ou 8135 9970
                              Tags: notícia

                              Alvo de multas de R$ 21 milhões por uso de recursos genéticos sem autorização, a fabricante de
                              cosméticos Natura teve dois pedidos de exploração econômica de plantas aprovados pelo Conselho de
                              Gestão do Patrimônio Genético após quatro anos de espera. A decisão é comemorada no governo como
                              demonstração de que a análise dos processos ganhará agilidade, antes mesmo de uma nova lei sobre
                              uso do patrimônio genético.

                              Desde que foi criado, há nove anos, o conselho (CGEN) aprovou apenas 25 contratos de uso da
                              biodiversidade com repartição de benefícios da exploração de recursos genéticos e de conhecimento
                              tradicional. "É muito pouco para o Brasil, País com a maior biodiversidade do planeta", admite Bráulio
                              Dias, secretário de Biodiversidade e ministro interino do Meio Ambiente. O esforço para regularizar
                              pesquisas para fins econômicos e produtos não significa, porém, um "liberou geral", insiste Dias. As
                              informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

                              Maiores informações na página da Divisão de Produtos Naturais da SBQ: http://www.sbq.org.br/divisoes.php


                                publicada em: 03/08/2011 às 18:59, na categoria: INAU
                                Autor/Fonte: O Estado de São Paulo
                                Tags: Notícia
                                  Novas regras que permitam o avanço das pesquisas sobre a biodiversidade nacional. Este foi o principal pleito apresentado por representantes de ministérios e do setor empresarial na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Câmara dos Deputados, na última quinta-feira (2).
                                 
                                Em audiência pública, solicitada pelo presidente da comissão, o deputado Giovani Cherini (PDT-RS), governo e iniciativa privada solicitaram uma nova regulamentação para conservação, pesquisa e uso de recursos genéticos, em substituição à Medida Provisória 2186-16/01.
                                 
                                     “Precisamos de um marco legal que reconheça e estimule a pesquisa. Não conseguimos atuar como gostaríamos. A MP ainda traz dificuldades burocráticas para fazermos a pesquisa de novas moléculas”, criticou o diretor do Departamento de Políticas e Programas Temáticos do MCT, Carlos Alfredo Joly.
                                 
                                     A ideia é, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que a comissão trabalhe em parceria com outras instituições para a construção de uma nova regulamentação. Hoje, tramitam na Casa o Projeto de Lei 4842/98, da ex-senadora Marina Silva, e do ex-deputado Jaques Wagner (4579/98, apensado ao de Marina).
                                 
                                     A proposta, que aguarda votação na Câmara, estabelece sanções penais para os crimes contra o patrimônio genético e torna a biodiversidade nacional propriedade do Estado. “Espero que a audiência seja a reabertura dos debates para superar a MP e discutir os projetos de Marina e Jaques Wagner”, destacou o deputado Márcio Macêdo (PT-SE), que presidiu o debate.
                                 
                                     Os participantes apontaram que o marco legal precisa levar em conta a experiência brasileira dos últimos dez anos. É importante observar também, na opinião deles, o marco internacional estabelecido pelo Protocolo de Nagoia, firmado na 10ª Conferência das Partes, da Convenção da Diversidade Biológica, organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em outubro do ano passado, no Japão.
                                 
                                    

                                  publicada em: 10/06/2011 às 00:50, na categoria: INAU
                                  Autor/Fonte: (Com informações da Agência Câmara)
                                  No próximo dia 4, a comunidade de Bonsucesso, em Várzea Grande, vai se reunir para discutir os problemas sociais e ambientais que atingem a atividade pesqueira - principal fonte de renda da região. O evento está sendo promovido pelo CPP, Centro de Pesquisas do Pantanal, e o Geca, Grupo de Pesquisa em Geografia Agrária e conservação da Biodiversidade do Pantanal da Universidade Federal de Mato Grosso. “É uma reunião pertinente à Semana Mundial do Meio Ambiente, pois a pressão aos recursos naturais têm sido um dos principais desafios à manutenção da sobrevivência dos pescadores de Bonsucesso. Esse elo com a população local é fundamental para garantir que a degradação não aumente”, avalia Paulo Teixeira de Sousa Jr., do Centro de Pesquisa do Pantanal.

                                  Desde fevereiro, pesquisadores das duas entidades se reúnem periódicamente com os pescadores para definir os temas de discussão. A poluição dos rios e a diminuição do pescado surgiram como fatores de grande impacto na qualidade de vida local. “Os pescadores também alertam para aquilo que chama de ‘privatização’ dos rios. Ou seja, a liberação de áreas para a instalação de dragas”, adianta Nely Tocantins, pesquisadora da Rede da Pesca do CPP e uma das coordenadoras do evento, que será realizado das 8h às 17h na Escola Municipal Maria Barbosa Martins.

                                  A reunião também vai enfocar a necessidade de políticas públicas voltadas para a comunidade e a criação de alternativas econômicas à pesca. “Representantes do Governo, como a Sema, e de instituições ligadas à questão ambiental também vão participar. É um projeto de longo prazo, que visa elaborar propostas de trabalho para melhorar as condições sociais, econômicas e ambientais dos pescadores e suas famílias”, explica Nely.

                                  Por isso, o evento também terá uma programação voltada para os alunos e professores da Escola Municipal Maria Barbosa Martins. Integrantes dos Pets, Programas de Educação Tutorial, da UFMT vão preparar atividades especiais para os dois públicos. “É importante mostrar que a natureza não é algo separado do homem. Envolver as crianças e os educadores é mais uma maneira de garantir uma nova perspectiva de futuro para quem vive do Rio”, resume Paulo Teixeira.

                                  Haverá atendimento médico durante todo o dia, com informações sobre saúde, aferição de pressão, medição de índice de massa corpórea e teste de glicemia. As crianças vão participar de atividades pedagógicas, recreação e poderão conferir uma exposição de rochas e fósseis. Para os professores, estão previstas palestras sobre mata ciliar, temas geradores para uma cartilha de Educação Ambiental e ainda a respeito da estrutura da UFMT.

                                  O evento conta também com o apoio do INAU - Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas, EIT –Escritório de Inovação Tecnológica, Coorimbatá, PET – Programa de Educação Tutorial, Sitecs – Sistema Integrado de Inovação Tecnológica e Social e da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande.

                                  Veja a programação completa:

                                  “Aspectos Socioeconômicos dos Pescadores do Pantanal Norte"

                                  Escola Municipal Maria Barbosa Martins, Av . Gil João da Silva, 690 - Bonsucesso - Várzea Grande

                                  A reunião participativa com os pescadores e o atendimento médico ocorrerão das 8h às 17h. A exposição de fotos sobre a história da UFMT também será realizada durante todo o dia.

                                  8h às 10h – Jogos pedagógicos

                                  Recreação

                                  Contação de História

                                  Palestra “Conhecendo a UFMT”

                                  10h às 12h – Palestra sobre Mata Ciliar

                                  Recreação

                                  Pintura Facial

                                  13h30 – Temas geradores para cartilha de Educação Ambiental

                                  Exposição de rochas e fósseis

                                  15h – Oficina de criação de “Tapete de histórias”

                                  Exposição de rochas e fósseis

                                    publicada em: 03/06/2011 às 23:05, na categoria: INAU
                                    Autor/Fonte: Assessoria de Imprensa - 65 4141 2907
                                    Tags: INAU, Aspectos Socioeconômicos dos Pescadores do Pantanal Norte

                                    O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas será lançado neste dia 27/07 no Auditório Centro Cultural na Universidade Federal de Mato Grosso


                                      publicada em: 13/07/2010 às 16:01, na categoria: INAU

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