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A matéria abaixo relaciona-se ao projeto "berço das águas", sob coordenação da Operação Amazônia Nativa (OPAN), em convênio com o Instituto Caracol (iC), e o Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte (GPEA), especificamente no marco do projeto "Ciência e cultura na reinvenção educomunicativa" do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU).

Na oficina em questão, tivemos a presença vigorosa do pesquisador Max Finlayson, que veio para formar o comitê internacional de avaliação do INAU e gentilmente participou da oficina. O objetivo era apresentar as principais concepções da Avaliação Ecossistêmica do Milênio, relacionar o âmbito global com o local e propor um material educativo no âmbito da questão indígena.
 
Interagindo as 5 dimensões que são eixos centrais do INAU, o professor Max considerou as abordagens essenciais das áreas úmidas, tanto em suas dimensões ecológicas como sociais. Por intermédio das experiências com os aborígenes australianos, o diálogo global-local teve bons resultados, retirando a ênfase do caráter econômico da proposta, dando foco na conservação da biodiversidade e simultaneamente na proteção das comunidades humanas mais vulneráveis.
 
A oficina é parte da metodologia adotada pelo projeto 5.2. do INAU, especificamente do subprojeto 5.2.3, conectado com a rede internacional “Sub-Global Assessment”, com forte proeminência da United Nation University (Japão), United Nation Environmental Programme (Kenya) and Cropper Foundation (Trinidad and Tobago).
 
Michèle Sato
Líder do Laboratório 5 - INAU
 
 
INDÍGENAS DISCUTEM ENFRENTAMENTO DAS MUDANÇAS DO CLIMA
 
Durante oficina para elaboração de caderno sobre Avaliação Ecossistêmica do Milênio, diversos povos demonstraram que as respostas estão numa gestão séria dos territórios indígenas e de seu entorno.
 
“Nós estamos ilhados. Semana passada bateu uma ventania como eu nunca tinha visto e deixou a nossa terra vermelha. O agrotóxico das lavouras que nos cercam entrou e nos contaminou. Nós sabemos que ele não vem só pelo avião, vem pela poeira também. E, na época da chuva, ele vem pelos rios. Antigamente não tinha isso”. As palavras do cacique Manoel Kanuxi, do povo Manoki, calaram os participantes de uma oficina realizada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Os Manoki, além de representantes Nambikwara, Kayabi, Myky e Xavante, estiveram reunidos de 17 a 19 de agosto para construir coletivamente o conteúdo do fascículo sobre povos indígenas da Avaliação Ecossistêmica do Milênio, o maior estudo já realizado sobre as consequências das mudanças nos ecossistemas.
 
A proposta de difundir em Mato Grosso o conteúdo dos relatórios científicos da Organização das Nações Unidas (ONU) partiu do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental (GPEA), da UFMT, que elaborou cadernos sobre as ações necessárias para assegurar a conservação e o uso sustentável do meio ambiente voltados a comunidades, jovens e tomadores de decisão. Os povos indígenas, que tradicionalmente conseguem viver sem causar declínio nos recursos naturais, não poderiam ficar de fora dessa iniciativa.
 
Eles foram convidados através de uma parceria entre a OPAN e a Rede Mato-grossense de Educação Ambiental (Remtea), GPEA e Instituto Caracol para demonstrar seu modo de vida, sua visão, os conflitos que os ameaçam, suas propostas para enfrentá-los e seus sonhos em mais um fascículo da série que pretende influenciar as políticas públicas. A oficina e a elaboração do fascículo são apoiados pelo Projeto Berço das Águas, da OPAN, um patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental. “A ideia é que esse material suscite reflexão, mudança de comportamento a partir da experiência que eles compartilham, mas, sobretudo, que eles se fortaleçam enquanto organização”, comentou a educadora ambiental Imara Quadros, do GPEA.
 
A oficina
 
A primeira parte da oficina foi uma palestra do ecólogo australiano e especialista em áreas úmidas, Max Finlayson, da Universidade Charles Sturt. “Ele falou como a Ciência é arrogante e não compreende outras linguagens. Mas os cientistas podem aprender com as comunidades para serem mais sensíveis. Isso foi muito fascinante”, avaliou a educadora ambiental Michèle Sato, do GPEA, que faz parte da rede mundial da ONU “Sub-Global Assessment”. 
 
Nos dois dias seguintes, os indígenas reforçaram seu posicionamento em relação à necessidade de políticas sérias de gestão de seus territórios e do entorno das terras indígenas. “São preocupantes as visões de progresso do governo. O não índio tem sua lei, mas não está cumprindo. Cada fazendeiro podia perfeitamente deixar uma porcentagem de sua área para garantir a proteção das matas. Mas o homem branco acaba com tudo, não respeita a lei”, disse o cacique Kanuxi.
 
“Queremos nossas terras seguras e demarcadas, pois sem ela não sobrevivemos. Mesmo sem perceber, os não índios se beneficiam do nosso território porque, se depender deles, tudo será detonado. Um fazendeiro outro dia falou que a nossa área era dele e retirou as placas da terra indígena. Tudo isso é ruim. Ele não sabe o que está fazendo”, disse Bernardino Realino, do povo Manoki. “Onde tinha mata fechada, o branco derrubou tudo para colocar boi. Ficou mais quente. Os peixes sumiram. Como querem que a gente viva assim?”, questionou o cacique Janaxi, do povo Myky.
 
Os impactos no entorno das terras indígenas deixaram de ser, na percepção dos índios, apenas pontuais. “Os empreendimentos vêm atropelando tudo. O PAC é uma das nossas preocupações. Nós, indígenas, junto com outras minorias afetadas, não temos voz para nada. Quem está fazendo tudo isso é o próprio governo. Há 30 anos, você chegava à nossa terra e só via mata. Demorava muito para chegar e só tinha Cerrado. Hoje asfalto passa na porta da aldeia. Tem lavoura de soja e algodão bem do lado. Da aldeia se enxerga grandes armazéns e até subestação de energia. Tudo isso é um problema”, diz Bernardino.
 
Essa degradação generalizada tem afetado de forma crucial a continuidade da realização de rituais, entre diversos povos indígenas. “Nós fazemos as grandes caçadas no tempo dos rituais, mas dentro da nossa reserva podemos ficar o dia inteiro sem encontrar mais nada. Parece que as hidrelétricas vêm para melhorar a nossa vida, mas nos sentimos cada vez mais imprensados. Veja o rio Cuiabá como está. Parece tudo barro. Será que é isso que queremos para a nossa região?”, questiona José Francisco Jamaxi, do povo Manoki.
 
“Nesse contexto de gravíssimas ameaças à vida no planeta, a Avaliação Ecossistêmica do Milênio tem grande interesse em também fazer estudos sobre os saberes indígenas, seu modo de vida e suas inter-relações. Não é a só a ciência que produz conhecimento. E isso tem que ser valorizado pelos tomadores de decisão”, disse Adriana Werneck Regina, socióloga e membro da OPAN e do GPEA. “Este caderno vai ser muito bom, mas precisamos avançar nisso. Vamos colocar aqui que há pessoas que estão fazendo mal ao meio ambiente, mas qual é a política para eles? Para o entorno das nossas terras?” provoca o estudante nambikwara José Angelo. “Hoje nós estamos nos protegendo desse calor em Cuiabá com o ar condicionado. Até quando vamos conseguir viver nesse clima artificial? Enquanto a minoria luta por uma vida mais saudável, a maioria nem liga. Estamos vivendo a ilusão da ganância. Está faltando amor à vida”, conclui Giovani Tapura, um jovem Manoki.
 
OPAN
 
A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Atualmente suas equipes trabalham em parceria com povos indígenas do Amazonas e do Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas à garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e na manutenção das culturas indígenas.
 
 

    publicada em: 24/08/2011 às 14:50, na categoria: INAU
    Autor/Fonte: OPAN
    Tags: Notícia

    "Os cientistas daqui estão entre os melhores do mundo”, enfatizou  Brij Gopal, doutor em Ecologia do Centre for Inland Waters in South Asia (India), durante a 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional do INAU, Instituto  Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas. O evento realizado pelo CPP, Centro de Pesquisa do Pantanal, ocorreu em Cuiabá (MT), nos dias 15 e 16 de agosto e foram apresentados 37 projetos que são desenvolvidos por cinco laboratórios associados ao INAU, no pantanal mato-grossense e sul mato-grossense. Os projetos foram submetidos à avaliação do Comitê Científico Internacional, composto por: Max Finlayson, da Charles Sturt University (Australia); Guillermo Schmeda Hirschann, da Universidad de Talca (Chile); Maria Teresa Fernandez Piedade, do INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia(Brasil) e  Brij Gopal, do Centre for Inland Waters in South Asia (India).            

    Doutor em Ecologia, Brij Gopal, disse que a maioria dos projetos apresentados neste evento iniciou no ano passado e está no caminho certo, ou seja, seguindo as recomendações do Comitê Internacional. Segundo ele os projetos apresentados são muito bons e todos são interconectados, portanto, não são analisados individualmente.                  Max Finlayson, que também é doutor em Ecologia, disse que ficou impressionado com a quantidade de trabalhos apresentados. ”Há projetos ambiciosos, difíceis de realizar em uma paisagem de difícil acesso onde a biodiversidade é complexa. Um dos projetos que me impressionou foi sobre a dinâmica da vegetação, classificação e mudança nos períodos da cheia e seca”, destacou, elogiando ainda a pesquisadora responsável por este trabalho, Cátia Nunes da Cunha.Finlayson disse também que os projetos sobre a Bioprospecção são importantes para a localidade e  para todo o país, entretanto, ele ressalta que a sua execução tem que ser feita de forma muito correta. Ele disse que a apresentação deste projeto pelo pesquisador e vice-coordenador do INAU, Paulo Teixeira de Sousa Jr, foi muito boa, houve progresso, alcançou resultados em nível internacional. “O maior desafio é fazer ciência de alta qualidade o tempo todo e integrar a comunidade local para todos serem beneficiados”, finalizou.  

    O vice-coordenador do INAU, Paulo Teixeira de Sousa Jr, disse que houve avanços na apresentação dos projetos que são interligados e tem por objetivo produzir conhecimento público para contribuir com o uso sustentável das áreas úmidas, especificamente o Pantanal, que hoje é a ‘vitrine’ dos estudos do INAU. “A produção dos projetos a partir de agora entra numa fase maior de amadurecimento e com isso aumentará a equipe, a velocidade e a qualidade da produção”, enfatiza Teixeira. Vale ressaltar que os projetos do INAU são submetidos à avaliação anual interna pelo Comitê Cientifico Nacional e externa pelo Comitê Científico Internacional e  pelo CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.           

    Pesquisas

    Uma das pesquisadoras do projeto “Bioprospecção para o Uso Sustentável de Áreas Úmidas”, Rosemary Matias, UNIDERP, da Universidade Anhanguera, durante sua apresentação, mostrou que a partir de óleos do gênero Anacardium foi produzido um protótipo, na forma de pó, que está em fase bem avançada, e tem menor impacto no meio ambiente, se comparando com produtos sintéticos utilizados para combater as larvas do mosquito Aedes aegypti. “Trata-se de uma substância em pó que é utilizada na água, sem alterar as suas características física, química e microbiológica, e já se comprovou a mortalidade de 70% das larvas de Aedes aegypti. A próxima etapa da pesquisa é verificar se é um produto citotóxico”, revelou a pesquisadora.

    O projeto “Interinstitucional Vozes Pantaneiras: O vivido e o narrado nas histórias de vida dos habitantes do pantanal sul mato-grossense, preservação e respeito ao meio ambiente”, foi apresentado pela pesquisadora da UEMS,  Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, Maria Leda Pinto. Ela desenvolve a pesquisa nas comunidades do pantanal do Rio Negro e Terena da região de Taunay, em Aquidauana.A pesquisadora disse que dentro de uma análise interdisciplinar estuda-se a inter-relação entre as questões do meio ambiente vista da perspectiva dos povos que habitam o Pantanal sul-mato-grossense e as campanhas oficiais sobre a preservação local, por meio da análise das narrativas dos pantaneiros e das campanhas veiculadas pela mídia, tendo como fundamentação a antropologia, a história oral, a educação, a análise do discurso e a biologia.           

    De acordo com Leda, os resultados parciais apontam que há discrepâncias entre o discurso oficial veiculado pela mídia e as narrativas de quem vive na região. “Na maior parte das vezes os pantaneiros sequer são consultados pelos idealizadores das campanhas e estas são desconectadas das relações do homem com a natureza”, destacou, informando ainda que a transferência do conhecimento para a sociedade se dará por meio da publicação de um livro que registrará o resultado final da pesquisa e será disponibilizado para as escolas pantaneiras e toda sociedade. A previsão da publicação do livro é para 2012.


      publicada em: 17/08/2011 às 09:00, na categoria: INAU
      Autor/Fonte: Studio Press
      Tags: Notícia


      “O Pantanal - Ecologia, biodiversidade e manejo sustentável de uma grande área úmida sazonal neotropical” (The Pantanal. Ecology, biodiversity of a large neotropical seasonal wetland) é o título do livro que os Professores Wolfgang J. Junk, Carolina J. da Silva, Cátia Nunes da Cunha & Karl M. Watzen lançam na próxima segunda-feira, 15, durante a abertura da 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas – INAU. O evento, que será realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso a partir das 8:30, também terá a apresentação de projetos desenvolvidos pelos pesquisadores que fazem parte do Instituto, que tem como objetivo propor um sistema de classificação de áreas úmidas visando a preservação dos ecossitemas inundáveis.   

      De acordo com a Professora Cátia Nunes da Cunha, uma das editoras da obra, a idéia de produzir o livro surgiu durante a finalização do projeto Ecologia do Gran  Pantanal (PEP), uma cooperação científica entre a Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT e o Max Planck Institut for Limnology, dentro do programa SHIFT (Studies  Human Impacts on Floodplains and  Forests Tropical) realizado pelo Brasil e a Alemanha, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. “Este projeto foi um grande marco para os pesquisadores da UFMT, que investiram na  sua capacitação. Houve um aumento significativo da produção científica sobre o Pantanal numa abordagem nova, a do conceito do pulso de inundação, isto é, os pesquisadores começaram a estudar  o Pantanal como dois lados de uma moeda: a fase seca dependendo da fase aquática. O resultado foi um grande número de publicações científicas e o grupo viu a oportunidade de reunir toda a informação produzida num só lugar, numa abordagem ecossistêmica”, comentou Cátia.

      A Professora explicou que o processo de elaboração do livro contou com a coordenação científica do projeto PEP, liderada pelo Dr. Wolfgang J. Junk e apoiada pelos pesquisadores. “Eles iniciaram o trabalho de desenhar a configuração dos capítulos em conjunto com os autores, professores da UFMT.  Quando a elaboração dos capítulos já estava em estado avançado, abriu-se a oportunidade para que os pesquisadores do Centro de Pesquisas do Pantanal - CPP também contribuíssem com suas informações, para escrever um material que contenha uma boa referência sobre o Pantanal”, revelou.

      Carolina J. da Silva, também uma das editoras do livro, contou que a obra engloba vários assuntos referentes ao Pantanal. “Trata -se da mais  abrangente obra sobre o Pantanal, sendo uma referência para a pesquisa neste bioma. O livro aborda os diversos grupos de plantas e animais que habitam o ecossistema, desde  as algas e invertebrados microscópicos até  os grandes mamíferos, ou seja a biodiversidade do Bioma Pantanal. Discute ainda o pulso de inundação, a Hidrologia e a Limnologia da região, os impactos ambientais, os usos e  a sua conservação. Em resumo, o livro fala sobre a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas pantaneiros”, disse  a Professora.

      Segundo a Professora Cátia, o livro, a princípio será lançado apenas em inglês. “A ciência não tem barreiras geográficas e a forma de todos se entenderem é por meio de uma única língua. Como a língua científica internacional é o inglês, decidimos lançar o livro neste idioma. O mundo todo precisa saber o que o Brasil já caminhou na ciência de áreas úmidas, o que já produziu sobre seus ecossistemas e quais os seus avanços científicos. Mas se alguma editora brasileira se interessar em lançá-lo em português, será muito bom para a comunidade científica brasileira”, finalizou.

        

      Serviço:

      O que? Lançamento do livro “The Pantanal. Ecology, biodiversity of a large neotropical seasonal wetland”

      Quando? Segunda-feira, 15/08, às 8:30

      Onde? Hotel Fazenda Mato Grosso

       


        publicada em: 12/08/2011 às 15:30, na categoria: INAU
        Autor/Fonte: Studio Press Comunicação
        Tags: notícia

        O INCT Áreas Úmidas – INAU realizará nos dias 15 e 16 de agosto, em Cuiabá (MT),  a 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional.  Durante o evento, serão apresentadas as contribuições que as pesquisas desenvolvidas pelos cinco laboratórios associados estão trazendo para a ciência e a sociedade.  O principal objetivo do INAU é realizar um levantamento e propor um sistema de classificação de áreas úmidas.  A proposta é que este trabalho sirva de base para facilitar a tomada de decisão em prol da sustentabilidade destes locais.

        A cerimônia de abertura será às 8h, no dia 15, no Salão Bem te vi, no Hotel Fazenda Mato Grosso.   A confirmação de presença pode ser enviada para os e-mails inau@cppantanal.org.br e inau.cpp@gmail.com.


          publicada em: 06/08/2011 às 12:35, na categoria: INAU
          Autor/Fonte: Assessoria de Imprensa - 65 4141 2907 ou 8135 9970
          Tags: notícia

          Alvo de multas de R$ 21 milhões por uso de recursos genéticos sem autorização, a fabricante de
          cosméticos Natura teve dois pedidos de exploração econômica de plantas aprovados pelo Conselho de
          Gestão do Patrimônio Genético após quatro anos de espera. A decisão é comemorada no governo como
          demonstração de que a análise dos processos ganhará agilidade, antes mesmo de uma nova lei sobre
          uso do patrimônio genético.

          Desde que foi criado, há nove anos, o conselho (CGEN) aprovou apenas 25 contratos de uso da
          biodiversidade com repartição de benefícios da exploração de recursos genéticos e de conhecimento
          tradicional. "É muito pouco para o Brasil, País com a maior biodiversidade do planeta", admite Bráulio
          Dias, secretário de Biodiversidade e ministro interino do Meio Ambiente. O esforço para regularizar
          pesquisas para fins econômicos e produtos não significa, porém, um "liberou geral", insiste Dias. As
          informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

          Maiores informações na página da Divisão de Produtos Naturais da SBQ: http://www.sbq.org.br/divisoes.php


            publicada em: 03/08/2011 às 18:59, na categoria: INAU
            Autor/Fonte: O Estado de São Paulo
            Tags: Notícia

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